PROTESTO NACIONAL - 15/05/2019 - 14:30

Ato pede manutenção de verbas para universidades

Foto: Divulgação

Da redação, AJN1

Estudantes, professores, trabalhadores da educação e sindicalistas se mobilizam  na manhã desta quarta-feira (15),  (15), em diversas cidades brasileiras,  com o objetivo de protestar contra o bloqueio de verbas das universidades públicas e de institutos federais. Em Aracaju, os manifestantes bloquearam a entrada de veículos na Universidade Federal de Sergipe (UFS) — única instituição de ensino superior pública do Estado — e trechos da avenida Marechal Rondon.

A ação teve início por volta das 6h20, onde os manifestantes ergueram faixas, bandeiras contra o corte de 47% no orçamento da UFS. “Enquanto os cortes não forem revogados, seguiremos nas ruas. Hoje é um dia de paralisação nacional, com setores da educação pública que vai da universidade, institutos federais, ensino médio, fundamental das redes municipais e estaduais, e seguiremos em luta até a revogação dos cortes”, afirmou Wagner Vieira, coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores Técnicos-Administrativos em Educação da UFS (Sintufs).

Os manifestantes seguiram em direção à avenida Marechal Rondon e fizeram um breve trancamento dos dois sentidos, no sentido de dialogar com a sociedade sobre os impactos dos cortes previstos pelo Ministério da Educação para o cenário sergipano. “Não faremos um trancamento permanente, estamos paralisando para que o Governo não feche a Universidade”, ressaltou Juliana Cordeiro, coordenadora geral do Sintufs.

O ato foi convocado por entidades como a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), e também critica a possibilidade de extinção da vinculação constitucional que assegura recursos para o setor e a proposta de reforma da Previdência.

A partir das 14h, os manifestantes participam de um grande ato unitário juntamente com trabalhadores do IFS, professores das redes estadual e municipal, estudantes e demais servidores.

Reitoria preocupada

No caso da UFS, segundo nota da reitoria, o bloqueio de recursos de custeio no montante de R$ 29.584.866,00, quase que integralmente na rubrica relativa ao funcionamento da instituição, coloca em risco a manutenção dos serviços essenciais de energia, água, telefonia, limpeza, vigilância, e pessoal de apoio administrativo terceirizado. “O bloqueio representa 47% da dotação inicial prevista para cobrir as despesas com o ensino de graduação (113 opções de cursos) e de pós-graduação (54 mestrados e 18 doutorados), com o desenvolvimento pesquisas (734 projetos de pesquisa e mais de 1.200 projetos de iniciação científica em andamento), projetos de extensão (aproximadamente 400), com perdas inestimáveis para toda a sociedade sergipana.”

Ainda conforme a nota da reitoria, da dotação de capital prevista para 2019, de R$ 7.454.514,00, foi feito um bloqueio no montante de R$ 2.236.354,00; ou seja, 30% a menos em relação à dotação prevista de capital.

“O bloqueio dos recursos de investimento afeta sobremaneira a continuidade da execução de obras e compromete a aquisição de equipamentos de laboratório e mobiliário destinados atender aos seis campi da Universidade Federal de Sergipe, cuja comunidade universitária soma mais de 34 mil pessoas (alunos, técnico-administrativos, docentes e funcionários terceirizados). Diante do grave risco de inadimplência de suas obrigações enfrentado pelas instituições federais de ensino superior em face do contingenciamento dos limites e do bloqueio de recursos orçamentários, a UFS reitera seu compromisso com a gestão dos recursos públicos de forma transparente, íntegra e com eficiência atestada pelo Tribunal de Contas da União e apela para o restabelecimento das condições determinadas na Lei Orçamentária Anual (LOA 2019).”