SEGUNDO DIEESE - 06/03/2018 - 15:34

Aracaju tem a segunda cesta básica mais barata do país

Foto: Ilustrativa

Da redação, AJN1

No último mês de fevereiro, o preço da cesta básica de Aracaju apresentou queda de 2,39%, seguindo tendência de outras 12 de 20 capitais onde é feita a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, coordenada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O resultado mostra uma situação mais vantajosa para o bolso dos consumidores, já que em janeiro, os preços subiram em todas as capitais pesquisadas.

Na prática, os aracajuanos tiveram que desembolsar R$ 341,59 para levar o conjunto de alimentos perecíveis para casa, representando a segunda cesta mais barata entre as capitais pesquisadas, perdendo apenas para Salvador, cujo valor é R$ 336,59. A cesta mais cara foi a do Rio de Janeiro (R$ 438,36), seguida por São Paulo (R$ 437,33), Porto Alegre (R$ 434,50) e Florianópolis (R$ 425,05).

Produtos

Conforme o Dieese, entre janeiro e fevereiro de 2018, as quedas predominaram no preço da carne bovina de primeira, do óleo de soja, café em pó, da batata (coletada no Centro-Sul), do feijão, leite integral e tomate.

Entre janeiro e fevereiro, o quilo da carne bovina diminuiu em 16 cidades, ficou estável em Fortaleza e Recife e aumentou em João Pessoa (0,85%) e Florianópolis (0,89%). As quedas mais importantes aconteceram em Belém (4,27%) e Brasília (2,87%).

Em 12 meses, o valor da carne apresentou taxas negativas em 15 cidades, com destaque para Belém (12,49%), Fortaleza (6,60%) e João Pessoa (5,77%). Os frigoríficos evitaram elevar o preço da carne por causa da dificuldade em comercializá-la, devido à menor demanda.

O preço do óleo de soja teve queda em 16 capitais, ficou estável no Rio de Janeiro e aumentou em Florianópolis (0,21%), Salvador (0,84%) e Aracaju (2,65%). As quedas mais expressivas foram anotadas em Vitória (3,24%), Manaus (2,82%) e Belém (1,92%).

Em 12 meses, o produto apresentou taxa negativa em todas as cidades, em especial em Goiânia (22,74%), Recife (21,67%), Belém (21,32%) e Cuiabá (21,06%). O volume de soja esmagada para produção de farelo e óleo cresceu.

Uma boa parte do óleo produzido está sendo usada para fabricação de biocombustíveis. No varejo, os preços continuaram caindo, com a oferta normalizada.

Salário mínimo

O salário mínimo ideal calculado pelo Dieese ficou em R$ 3.682,67, ou 3,86 vezes o salário mínimo nacional (R$ 954,00). O teto é estimado com base no maior valor da cesta e leva em consideração as necessidades básicas (alimentos, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência) de uma família com quatro pessoas. No mês passado, pelo cálculo do Dieese, o valor ideal seria R$ 3.658,72, ou 3,90 vezes o salário mínimo de até então (R$ 937,00).