ECONOMIA - 11/10/2018 - 15:53

Comércio espera aumento de 2% a 3% nas vendas para o Dia das Crianças

Foto: AJN1

Da redação, Joangelo Custódio
Com o país saindo aos poucos da tenebrosa recessão econômica e gerando mais empregos [foram mais de 110,4 mil vagas no último mês de agosto, segundo o Caged], já é possível enxergar a luz no fim do túnel do otimismo do comércio para as compras alusivas ao Dia das Crianças, celebrado nesta sexta-feira (12).
Em Aracaju, por exemplo, a expectativa da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) é de crescimento tímido, em torno de 2% a 3%. Em 2017, o crescimento foi de 2,7%. Mesmo com essa acanhada perspectiva de crescimento nas vendas, os sergipanos devem, diferentemente do que ocorreu em 2017, “abrir a mão” e comprar presentes mais atrativos para a criançada.
Em entrevista ao portal AJN1, o presidente da CDL de Aracaju, Breno Barreto, disse que não tem dúvidas de que haverá uma melhora significativa. “Estamos esperando crescimento, sim, em tom conservador, de 2% a 3%, mas pode ser que tenha um crescimento um tanto quanto maior aqui no Nordeste em alguns segmentos de brinquedos e jogos eletrônicos, porque não só as crianças ganham dos pais, mas dos avós, dos tios e quando o comércio entra no clima da promoção, outras pessoas acabam comprando outros produtos”, afirma Breno.
Ainda de acordo com o presidente da CDL, a nível nacional, cada consumidor estará disposto a pagar por presente o valor de R$187. “As pessoas vão gastar e aqui em Sergipe acredito que essa média será replicada também”, destaca ele, ao lembrar que essa é a última data comemorativa antes do Natal. “Depois desse dia, agora só no Natal que o comércio fará movimentação. O segundo semestre, ao contrário do primeiro, sempre é melhor”, completa.
Vilões dos anos anteriores
Em 2015, a supervalorização do Dólar, a moeda americana, foi o grande vilão, resultando no afastamento dos consumidores das lojas, já que os brinquedos, em sua maioria, importados da China e dos Estados Unidos, ficaram com os preços exorbitantes.
Em 2016, os algozes foram, pelo menos para o Estado de Sergipe, os atrasos dos salários do funcionalismo público, também em decorrência da crise, e a balbúrdia deixada pela greve dos bancários.
Em 2017, já houve uma leve melhora da economia, mas os atrasos de salários dos servidores estaduais e o desemprego em alta são considerados os vilões para o tênue crescimento das vendas no comércio.