OTIMISTA - 10/10/2017 - 17:44

Comércio espera aumento de 6% nas vendas para o Dia das Crianças

Foto: AJN1

Agência Jornal de Notícias
Joângelo Custódio

Com o país saindo, de forma paulatina, da tenebrosa recessão econômica e gerando mais empregos [foram mais de 35.457 vagas em agosto, 5º mês seguido de saldo positivo, segundo o Caged], já é possível enxergar, no final do corredor, a luz de otimismo do comércio para as compras alusivas ao Dia das Crianças, celebrado nesta quinta-feira (12).

Em Aracaju, a expectativa da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) é de crescimento em torno de 6%, quatro vezes mais do que fora esperado no ano passado. Com isso, os sergipanos devem, diferentemente do que ocorreu em 2016, “abrir a mão” e comprar presentes mais atrativos para a criançada.

De acordo com o presidente da CDL de Aracaju, Breno Barreto, o possível aumento nas vendas também se deve aos consumidores classificados por ele de “demanda reprimida”, isto é, aqueles que não compraram presentes no dia das Mães, ou dos Pais, ou que deram só lembrancinhas no dia dos Namorados.

“Esse público, agora, já que há crescimento da economia e há crescimento na geração de empregos, é o grande protagonista nestas vendas. Eles vão comprar sem medo, porque economizaram e porque o mercado está apresentando facilidades. Tudo isso é avaliado”, destaca Breno, ao asseverar o otimismo.

“Não tenho dúvidas do crescimento. Essa é a última data comemorativa antes do Natal. Os consumidores, em novembro e dezembro, já terão acesso ao décimo terceiro salário. O segundo semestre, ao contrário do primeiro, sempre é melhor”, completa.

Vilões dos anos anteriores

Em 2015, a supervalorização do Dólar foi o grande vilão, resultando no afastamento dos consumidores das lojas, já que os brinquedos, em sua maioria, vêm da China e dos Estados Unidos, ficaram “salgados”.

Em 2016, os algozes foram, pelo menos para o Estado de Sergipe, os atrasos dos salários do funcionalismo público, também em decorrência da crise, e a balbúrdia deixada pela greve dos bancários.

Opinião das ruas

Os consumidores, principais atores para fazer a roda da economia girar, divergem sobre o otimismo da CDL. “Sinceramente, meu filho vai ter que se contentar com uma lembrancinha este ano, não que ele não mereça, mas o momento é de economia”, revela o comerciário Mateus Santos, de 28 anos.

Maria Bernadete, 30, não comunga da mesma opinião. “Ano passado eu dei uma lembrancinha, mas este ano vou comprar um presentinho melhor para minha filha. Voltei a trabalhar e já posso comprar algo de qualidade”.

Facultativo

Segundo Breno Barreto, os donos de lojas do Centro Comercial de Aracaju que vendem brinquedos terão o livre arbítrio para abrir seus estabelecimentos no feriado. “É facultativo. O Centro não tem muita loja voltada para esse segmento, mas quem quiser abrir, pode”.