CASO ELUCIDADO - 07/02/2019 - 15:45

Detento morto no Copemcan teve corpo perfurado por vergalhão

Foto: SSP

 

Da redação, AJN1

Foi elucidado o caso do homicídio que vitimou o detento Wesley Santos Silva, de 33 anos, irmão do vereador Anderson de Tuca, no Complexo Penitenciário Doutor Manoel Carvalho Neto (Copemcan), na tarde do último dia 30 de Janeiro. De acordo com o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil, em parceria com a Secretaria da Justiça (Sejuc) e o Instituto Médico Legal (IML), após análise das imagens provenientes das câmeras de segurança da unidade prisional, chegou-se à conclusão que o detento foi vítima de perfurações por um vergalhão.

“Os detentos estavam reunidos, de repente começa uma correria e a vítima é perseguida pelo pátio. Em determinado momento, o rapaz é atingido no abdômen e imediatamente nas costas. Ferido, ele corre em direção à cobertura onde os guardas do sistema estão, põe a mão na barriga e em seguida caí”, explica a delegada Thereza Simony, diretora do DHPP.

Conforme o diretor do Instituto Médico legal, José Aparecido Cardoso, o vergalhão causou um ferimento arredondado, como disseram que poderia ser arma de fogo. “Vimos o tipo do ferimento. Ele tinha sinais de entrada e saída, no dorso seria a entrada e no abdômen seria a saída. Mas, se fosse arma de fogo, obrigatoriamente teria que ter lesões nos pulmões, diafragma ou talvez no coração, o que não se apresentava, além de sangue em abundância. O que se percebeu, após as imagens e perícia precisa, é que instrumento causador foi um pedaço de vergalhão”, explicou o médico.

A Sejuc afirma que os detentos passam por duas revistas semanais realizadas pelo Copemcan, como medida de segurança, mas o vergalhão utilizado no crime foi retirado da própria estrutura do complexo.

“O que nós observamos é que se trata de um vergalhão extraído da estrutura da unidade prisional, da parte de alvenaria do presídio, eles retiraram uma parte do ferro e fizeram dele um instrumento perfuro contundente“, explica o secretário da Justiça e da Cidadania, Cristiano Barreto. Ele ainda ressalta que a utilização das imagens foi decisiva para elucidação do crime, pois caso não houvesse, seria improvável a confirmação do objeto utilizado.
Segundo a delegada Thereza Simony, os familiares, ao terem conhecimento das imagens, se convenceram que realmente a causa da morte não estava relacionada à arma de fogo.

A motivação do crime ainda vai ser apurada durante a instrução do inquérito. Os participantes da ação já foram identificados como: Edson dos Santos Nascimento, Elisson Araújo da silva, Genisson de Melo Santos Filho, José Aderval Lira de Menezes e Wallas Henrique de Jesus Franco Santos e serão indiciados pelo DHPP.

Com informações da SSP