OBRA - 09/11/2018 - 07:39

Edise lança ‘Uma Luz em Minha Vida: Umbanda’

Foto: Divulgação

 

A Editora Oficial do Estado de Sergipe (Edise) lança na próxima quarta-feira (14) o livro ‘Uma Luz em Minha Vida: Umbanda’, de autoria do mestre em Educação, Fábio Maurício, da servidora pública, Thaís Lima e da jornalista Cândida Oliveira. O evento acontece a partir das 17h, no Foyer do Museu da Gente Sergipana, localizado na avenida Ivo do Prado, no Centro de Aracaju (SE). No dia seguinte, a obra será lançada no Salão Literário do Festival de Arte de São Cristóvão, realizado na praça da Matriz.

Encontra-se nesta obra inédita do Centro de Umbanda Caboclo Tupy, relatos, depoimentos e observações de fatos ocorridos com irmãos umbandistas, ajudando numa melhor compreensão da religião. Como se afirma no prefácio, a Umbanda é uma religião de fato e de direito que, ao longo do tempo, tem ganhado adeptos no mundo inteiro. O direito à crença é explorado na obra, quando se pauta o respeito e o direito de ser o que quiser, sem julgamentos.

O objetivo principal do livro é passar uma mensagem de esperança, de fortalecimento da fé numa crença. Não se tem aqui a aspiração de mercantilização da religião e de seus componentes, mas sim a apresentação de relatos de pessoas comuns que encontraram um rumo na vida, que voltaram a ter confiança, que foram resgatadas e que, aos poucos, mudaram comportamentos e pensamentos negativos.

A Umbanda é uma religião euro-afro-brasileira, assim como o próprio povo brasileiro, mestiço. Fruto da tradição religiosa do branco, negro e índio, a Umbanda vem crescendo a cada dia, conquistando espaço nos últimos anos, como o Dia Nacional da Umbanda, comemorado no dia 15 de novembro. A data marca o dia da criação da Umbanda, momento que acontece a primeira manifestação do Caboclo das Sete Encruzilhadas, no médium Zélio de Moraes, em 1908.

“A Umbanda é a manifestação do espírito para a prática da caridade”, afirmou pai Zélio de Moraes, quando criou a Umbanda. Ainda em seu prefácio, os autores afirmam que a divulgação da religião se dá muitas vezes pelos testemunhos e relatos de auxílios de identidades espirituais sobre uma solução alcançada ou cura conseguida.

Os autores da obra afirmam que o livro demonstra, através dos depoimentos que a Umbanda, como qualquer outra religião séria, prega o bem, a família, o crescimento e desenvolvimentos espirituais, valores e atitudes que devem ser praticados pelo verdadeiro religioso; e isso vem desconstruir muitos mitos e preconceitos alimentados pela sociedade.

“A ideia de escrever o livro surgiu após ouvir testemunhos de pessoas que alcançaram a graça que buscavam com a ajuda da Umbanda, diante de tantos outros depoimentos que narravam que a religião foi luz no caminho delas e principalmente de exemplos que presenciamos relativos a mudança de vida das pessoas. Daí surgiu a necessidade de levar essa mensagem de fé para outras pessoas, visando mobilizá-las a mudar de atitude, buscar uma religião, o amor próprio, voltar a ter fé, sonhos e esperança, conta Fábio Maurício, dirigente do Centro de Umbanda Caboclo Tutpy.

Fábio Maurício relata um pouco de como se deu a mudança em sua vida graças a Umbanda, e afirma que a mudança ocorreu quando ainda era adolescente, quando deixou de pedir e passou a agradecer por tudo o que tinha; quando passou a respeitar mais os seus pais, a sua família, seus amigos; quando passou a ter responsabilidade nos estudos e no trabalho, mas principalmente quando verdadeiramente passou a olhar o próximo como irmão. Nesse momento já tinha se tornado umbandista e não sabia.

Mílton Alves, diretor industrial da Empresa de Serviços Gráficos de Sergipe (Segrase) ressaltou a importância da publicação da obra para o explicação e aceitação cultural brasileira. “Uma Luz em Minha Vida: Umbanda traz consigo importantes relatos que desmistificam a religião, pautando-se, acima de tudo, a fé e o amor. O conhecimento é necessário quando há preconceito. A incrível mistura de tradições demonstra diversidade e quebra de paradigmas. É triste ver o Brasil, país mestiço, negando suas origens e mantendo uma ilusão de cultura e religião. O livro chega para inovar e ensinar”, afirma.

Fonte: Ascom Segrase