BRAÇOS CRUZADOS - 06/12/2017 - 16:02

Funcionários da Torre suspendem atividades

Da redação, AJN1

Os municípios de Aracaju e Nossa Senhora do Socorro amanheceram com a coleta seletiva de lixo suspensa nesta quarta-feira (6). Isso porque os funcionários da Torre Empreendimentos, responsável pela coleta, decidiram cruzar os braços.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Limpeza Pública e Comercial de Sergipe (Sindelimp), a Torre não pagou o salário referente ao mês de novembro, além e vale-refeição e a primeira parcela do 13º salário. Os sindicalistas acusam a Torre de não abrir canal de diálogo para resolver o impasse. Ainda não se sabe se a paralisação vai se estender nesta quinta-feira.

Contraponto

Em nota, a Torre repudia a paralisação, ao classificá-la de “ilegal” e “intempestiva”. “Por conta de uma manobra estranha e de uma paralisação inesperada, sem qualquer diálogo com a empresa”, rebateu.

Ainda segundo a Torre, em meados de novembro recebeu uma notificação do Sindelimp apontando genericamente várias irregularidades trabalhistas. “A Torre respondeu ao sindicato informando que não tinha conhecimento de nenhuma irregularidade, que nenhum trabalhador procurou o RH da empresa para registrar qualquer reclamação e, que diante destes fatos, contranotificou o Sindelimp a, no prazo de 24h, apresentar a relação dos trabalhadores e suas queixas. Mas a empresa não recebeu nenhuma resposta”.

A Torre informou ainda que nessa terça-feira (5), às 16h, recebeu um e-mail do vice-presidente do Sindilimp, Anderson Vidal, apontando supostos problemas, envolvendo temas como a ausência de controle de ponto, pagamento de 13º, plano de saúde, atrasos em salários e benefícios.

“O sindicalista concedeu um prazo de 24h para que a Torre se pronunciasse sobre as supostas irregularidades. Eis que a empresa foi surpreendida hoje, por volta das 6h, quando o sindicato não aguardou sequer o prazo concedido por ele mesmo e realizou uma assembleia, na porta da empresa, mandando os trabalhadores de volta para casa, alegando que eles estariam sem receber o vale refeição e cesta básica”.

Na ótica da Torre, o sindicato atropelou a legislação, pois no caso da prestação de serviços essenciais à comunidade, o comunicado de paralisação deve ser feito com 72h de antecedência. “O que não aconteceu, já que o sindicato entrou em contato com a empresa, por e-mail, ontem à tarde. Também não foi mantido o percentual mínimo de 30% trabalhadores atuando, conforme prevê a legislação”.