RESPOSTA - 09/08/2018 - 15:15

Governo vai recorrer da liminar que anula concurso de soldado da PM

Foto: Ascom/Seplag

Da redação, AJN1

A Procuradoria Geral do Estado anunciou nesta quinta-feira (9), que vai recorrer da liminar concedida pelo juiz Manoel Costa Neto, o qual cancelou o concurso de soldado da Polícia Militar de Sergipe com alegação de fraude. De acordo com o secretário de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag), Rosman Pereira, durante entrevista coletiva concedida à imprensa, não houve fraude, mas tentativa de fraude.

“Fizemos um trabalho de prevenção antes, durante e depois do concurso. O IBFC [Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação], contratado para realização do concurso e com expertise nessa área, nos alertou antes das provas da inscrição de pessoas que tinham sido presas em outros estados, a exemplo do Piauí, acusadas de fraude em concurso. Informamos a polícia, que no dia das provas colocou policiais à paisana na sala dos suspeitos agindo como se fossem fiscais. O resultado foi a prisão dos dois irmãos em flagrante tentando fraudar o concurso”, afirmou o secretário.

Ele disse ainda que, durante a prova, todos os inscritos tinham que deixar seus celulares em sacolas e quando iam ao banheiro passavam por detector de metais na saída. Destacou também que foram três gabaritos diferentes na prova, exatamente para dificultar qualquer tipo de fraude que costuma ocorrer em concursos públicos.

Após a realização do concurso, enfatizou o gestor, o IBFC fez uma auditoria, que acabou detectando que 23 pessoas apresentaram identidade no gabarito com questões certas e erradas em três provas com gabaritos diferentes. “A possibilidade disso ocorrer é matematicamente impossível. Por isso, essas 23 pessoas já foram eliminadas do concurso e seus nomes foram passados para a policia civil para que investigue se tem alguma relação com os dois indivíduos presos”, explicou Rosman.

Rosman Pereira declarou que respeita a decisão do magistrado, tanto é que já foi suspensa a segunda etapa do concurso – que é a realização do Teste de Aptidão Física (TAF) no período de 13 a 15 de agosto, conforme cronograma previsto – mas o Estado vai recorrer por achar que não houve a fraude e preocupado em não atrasar o calendário do concurso, que tem cinco etapas. “Existe uma necessidade de colocarmos logo os novos policiais nas ruas para garantir a segurança da população”, frisa.

O secretário disse que, caso Estado obtenha êxito com o recurso, vai restabelecer um novo calendário para realização do TAF e demais etapas do concurso, que é acompanhada por uma comissão formada por representantes da Seplag, PGE, OAB e IBFC.