APURAÇÃO - 10/04/2019 - 07:37

Imagens devem auxiliar na apuração da morte de designer

Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

 

Da redação, AJN1

Imagens de câmeras de segurança instaladas na área onde aconteceu a abordagem policial que terminou na execução do designer de interiores Clautenis José dos Santos, 37, devem auxiliar a equipe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), coordenada pela delegada Teresa Simony, a esclarecer a dinâmica do ocorrido. A ação policial, que envolveu a equipe de plantão da Divisão de Roubos e Furtos de Veículos (DRFV), aconteceu na noite da segunda-feira (8), nas imediações do Sesi do bairro Santos Dumont, em Aracaju. Os três policiais civis que participaram da abordagem solicitaram e foram afastados das atividades pela Secretaria de Segurança Pública (SSP).

Na manhã desta quarta-feira (10) em entrevista ao programa Jornal da Fan, Leandro Vasconcelos, que viajava no veículo do Uber, acompanhado de Clautenis, contou que não houve qualquer tipo de reação, nem por parte deles ou pelo motorista. Ele esclareceu que estava no banco de trás acompanhado da vítima e no momento da abordagem chegaram a imaginar que se tratava de um assalto e por conta disso se abaixaram.

“Nas imediações da divisão do Bugio com o Santos Dumont, depois da ponte, uma caminhonete de cor escura aproximou da lateral do motorista pedindo para! para! para! Eu mais Clautenis estávamos no banco de trás. Achamos que era assalto e nos abaixamos. Quando o motorista baixou o vidro e falou é Uber! é Uber! Começou os disparos. Eu consegui abrir a porta e pular no chão. Tentei puxar Clautenis, mas ele já estava baleado”, contou a testemunha, acrescentando que ao perceber que se tratava de uma ação policial, de policiais civis, pediu pelo amor de Deus para que não matasse, pois se tratava de Uber e era apenas um passageiro.

Ainda de acordo com Leandro após o ocorrido, os policiais colocaram Clautenis e o motorista, que também saiu ferido, na caminhonete e foram embora. “Eu fiquei lá a atoa, sem saber o que aconteceu e do que se tratava. Fiquei desesperado, sozinho no local”. Ele lembrou que em nenhum momento foi revistado e se tivesse havido reação teria sido preso, o que não aconteceu. A testemunha revelou que, ontem (9), foi recebido pelo secretário de Segurança João Eloy que garantiu a sua segurança e da família. “O secretário garantiu que eu e minha família não iríamos passar por nenhuma represália”, disse Leandro acrescentando que na SSP também recebeu apoio psicológico.

Sepultamento

O corpo do designer de interiores foi sepultado na tarde desta terça-feira na Barra dos Coqueiros. O enterro foi acompanhado por centenas de pessoas em clima de forte comoção. Familiares e amigos cobram uma investigação isenta e rápida e punição para os culpados.