INTERNET - 19/05/2017 - 06:21

Mais de 500 crimes cibernéticos foram registrados em 2017 em SE

Foto: Ilustrativa

O Brasil é o 3º país do mundo em fraudes eletrônicas. A informação foi repassada pelo defensor público Orlando Sampaio de Almeida, durante audiência pública sobre crimes cibernéticos, que aconteceu ontem (18) no plenário da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese). Em Sergipe, só no ano passado foram registradas cerca de 500 ocorrências relacionadas a este tipo de crime.

“Os crimes virtuais, ou crimes cometidos na internet é um assunto de extrema relevância. Hoje, segundo dados, o Brasil é o 3º no mundo em fraudes eletrônicas, então precisamos trabalhar esse tema sob a perspectiva criminal. Quais os crimes cometidos pela Internet, os problemas que geram de investigação e instrução no processo; as repercussões cíveis relativas, sobretudo a danos morais, a como buscar essa responsabilização dos criminosos”, ressalta lembrando que os crimes cibernéticos são os antigos a exemplo de estelionatos e furtos através da internet.

O defensor lembrou que a maior dificultada é chegar a autoria dos crimes. “Em algum momento de nossas vidas, dos nossos dias, nos conectamos à rede mundial de computadores, então podemos sim ser vítimas desses crimes”, disse Orlando Sampaio, acrescentando que tem chegado a Defensoria vários casos na esfera criminal que dizem respeito a responsabilização de quem pratica este tipo de crime e principalmente vítimas que buscam indenização por se sentirem lesadas seja por terem fotos íntimas divulgadas na internet, ou por comentários racistas ou vexatórios. “A maioria dos casos acontece pela falta de informação à cerca de como se proteger desse tipo de crime”.

De acordo com a titular da Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos, Rosana Freitas, as pessoas devem ter cuidados com uso de redes abertas. Os pais devem observar os acessos de redes sociais dos filhos para que saibam o que estão fazendo na internet. “É como saber quando o seu filho sai de casa e vai brincar com os colegas. A internet é um mundo sem fronteiras. Os contatos são com pessoas que podem estar próximas, ou em outros países; podem estar bem intencionadas ou mal intencionadas. A cautela é sempre importante para prevenir, é algo que nós consideramos melhor do que a repressão”, lembrou.

A delegada orienta que as pessoas consideradas lesadas devem registrar o fato em qualquer delegacia do estado e a depender do crime, pode ser apurado na unidade policial onde a vítima reside ou ser encaminhado para a especializada. “A gente sempre tem buscado atingir o público jovem porque eles usam muito a internet, têm muito contato com as redes sociais. Existem coisas boas, como informações mais velozes, mas também crimes”, alertou Rosana Freitas, lembrando que um dos crimes mais recorrentes na delegacia de repressão são os estelionatos, vendas de produtos que não são concluídas, produtos falsificados, anúncios falsos, enfim, uma grande variedade de crimes.

*Com informações da Agência Alese