CULTURA - 18/04/2018 - 10:30

Mozart Daltro expõe na galeria de Arte J. Inácio

Foto: Mozart Daltro

 

A Galeria de Arte J. Inácio receberá a partir da próxima segunda-feira (23), a exposição “Pelas Águas”, do artista visual, Mozart Daltro. A mostra que foi contemplada no Edital de Ocupação da Galeria e conta com 17 fotografias do Rio São Francisco, enfocando a nascente e os percursos que faz pelos estados de Minas Gerais, Sergipe e Alagoas.

A exposição propõe levar o público por três vias: a investigação, a memória e a interação, através de imagens que não buscaram captar apenas o instante, mas que instalam e questionam deliberadamente o tempo. A sequência das fotos não é apenas um jogo de formas e materiais, é a visão do artista do mundo, que transforma uma hidrelétrica desativada em um local onírico que também questiona, graças a sua força e a sua universalidade.

Durante a mostra serão apresentadas cinco séries fotográficas. Na primeira, constarão quatro imagens da nascente do São Francisco, uma do ponto mais alto, localizando a estátua do “Chico”, a outra da Casca D’Anta, acompanhada pelas primeira e segunda quedas d’agua. Na segunda série serão apresentadas cinco imagens das circunvizinhanças da cidade de Piranhas, suas correntezas, a pesca, as cachoeiras e o ponto mais alto onde foi construída uma igreja.

Na terceira, série de imagens o artista observa os Cânions e a antiga hidrelétrica de Delmiro Gouveia, atualmente desativada. Na quarta série de imagens da exposição chega-se a Canindé de São Francisco por caminhos ribeirinhos que emblematicamente nos impressiona por sua força imagética provocando questionamentos sobre a preservação do rio e a sua importância para o Brasil.

Por fim, a quinta série das imagens da exposição ‘Pelas Águas’, são imagens noturnas que evocam memórias e permite uma interpretação criadora do receptor e, portanto, do observador das obras apresentadas, reafirmando a ideia de que a arte é triangular. “Nosso objetivo é despertar o olhar do público para a magnitude do rio e a importância da sua preservação”, aponta Mozart Daltro.

Fonte: Ascom Secult