INQUÉRITO - 06/09/2018 - 15:28

Mulher acusada de cegar filhos é indiciada por por lesão corporal gravíssima

Foi concluído o inquérito que apurou as causas das lesões nos olhos de três irmãos que moram no município de Itabaiana, distante 58 km de Aracaju. Segundo a delegada do DAGV de Itabaiana, Josefa Valéria, a mãe das crianças é a grande culpada.

Ela já foi indiciada por lesão corporal gravíssima pela perda ou inutilização da visão dos filhos. De acordo com a delegada, a pena pode chegar a oito anos e deverá aumentar, já que o crime foi praticado por um membro familiar.

A delegada informou ainda que perícias e outros relatórios médicos foram solicitados e deverão ser encaminhados à Justiça. “Mesmo com as crianças internadas, a mãe era responsável pela aquisição e até aplicação de alguns medicamentos, e esses remédios ficavam na posse dela, o que contribuiu para o avanço da doença, pois as crianças apresentavam fortes pioras quando na companhia dela. Outro grave indício é a premeditação, pois antes mesmo do diagnóstico final a mãe providenciou tirar RG e CPF da filha mais nova”.

Hoje, as crianças estão sob a responsabilidade do Conselho Tutelar e passam por acompanhamento psicológico e médico e a mãe permanece detida no Presídio Feminino.

Entenda o caso

A prisão da mulher de 29 anos, acusada de provocar uma enfermidade grave nos três filhos para ter direito a benefício do INSS, deixou estarrecida a comunidade itabaianense. Ela foi detida no último dia 29 pela equipe do Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV) do município. Pelo que ficou esclarecido a acusada adicionava uma substância, ainda desconhecida, ao colírio provocando a cegueira nos filhos.

A informação da polícia é que as vítimas são filhos da mulher com pais diferentes, mesmo assim os três apresentam a mesma doença considerada incurável. Além disso, não existe nenhum registro de casos semelhantes em familiares. As investigações realizadas pelo Dagv apontaram que após o diagnóstico da doença, a acusada requeria ao INSS o benefício financeiro correspondente. No entanto, não foi encontrada nenhuma receita médica comprovando a origem dos medicamentos usados pelas vítimas.