IMPASSE - 11/10/2018 - 14:45

Patrões negam reajuste salarial a trabalhadores do comércio e serviços

O patronato do comércio de Sergipe negou reajuste salarial e melhores condições de trabalho para trabalhadores do comércio e serviços. Segundo a categoria, os empresários ainda estão exigindo atuação em todos os feriados, hora extra sem remuneração, banco de horas e implantação do trabalho intermitente.

É o que explica Ronildo Almeida, presidente de Federação dos Empregados no Comércio e Serviços de Sergipe (Fecomse) e sindicatos filiados. “Fica difícil cada dia mais a vida dos trabalhadores e trabalhadoras, sem reajustes salariais, com jornadas excessivas, acúmulos de funções, pressões psicológicas, assédios, metas a cumprir. É o terror no dia a dia dos empregados das lojas, supermercados, farmácias, concessionárias de veículos, material de construção e tintas, atacadista e varejista do comércio em geral”, conta Almeida.

Segundo Ronildo, já houve várias rodadas de negociação, mas o patronato não quer o fechamento das convenções. “Precisamos criar regras para barrar essa escravidão branca nos dias de hoje, é preocupante o descaso e o desrespeito pelos trabalhadores nesses ramos de atividades. O relacionamento entre capital e trabalho cada dia fica pior, os lucros na visão patronal é o que importa. Gente não representa nada na visão capitalista. É terror e ameaça sendo oficializados nesse relacionamento desrespeitoso. Alguns trabalhadores já estão sem reajuste ou aumento salarial há alguns anos, uma vergonha por essa elite empresarial que posa de humana”, protesta Almeida.

Os trabalhadores e trabalhadoras do comércio e serviços reivindicam, entre outros pontos, rejuste e aumento salarial e melhorias nas condições de trabalho. Apesar de a proposta ter sido aprovada nas assembleias gerais da categoria e já entregue ao setor patronal desde o ano passado, as discussões ainda não avançaram para o fechamento das convenções coletivas, cuja data-base é em janeiro.

Da assessoria de Comunicação.