CORRUPÇÃO - 12/02/2019 - 06:36

PF deflagra 2ª fase da operação “Acesso Negado – Game Over”

Foto: Divulgação PF

 

Da redação, AJN1

Equipes da Polícia Federal realizam desde a manhã desta terça-feira (12) a segunda fase da operação “Acesso Negado – Game Over”, que tem como foco o cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão nas cidades de Aracaju (SE); Salvador, Feira de Santana e Juazeiro (BA); e Petrolina (PE). A operação está relacionada a uma investigação de uma organização criminosa responsável por desvio de recursos públicos.

A primeira fase da “Acesso Negado” aconteceu em novembro do ano passado. Ela foi resultado de mais de três anos de investigações que apontaram irregularidades no contrato firmado entre a Prefeitura Municipal de Canindé do São Francisco e a Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) denominada Instituto Sócio Educacional Solidariedade (Ises).

Levantamentos realizados pela PF, indicam que após se sagrar vencedora de um concurso de projetos eivado de vícios do qual resultou a contratação da Oscip pela Prefeitura de Canindé, o Ises celebrou vários contratos superfaturados com pessoas físicas e jurídicas integrantes do próprio grupo econômico, que, por sua vez, não prestavam os serviços a que estavam obrigados, de forma que a organização criminosa apenas recolhia para si os vultosos valores pagos pelo município.

Participam da ação deflagrada na manhã de hoje 80 policial federais. Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pela 6ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Itabaiana, abrangendo os estados de Sergipe, Bahia e Pernambuco. Além das ordens judiciais, o juízo federal determinou a proibição de contratar com o poder público por parte da Oscip e o bloqueio de cerca de R$ 1,3 milhão do patrimônio dos investigados.

Os envolvidos responderão por pelos delitos de participação em organização criminosa, desvio de verbas públicas praticado por prefeito, fraude em licitação e lavagem de dinheiro. Detalhes da operação serão repassados à imprensa que será realizada na sede da Superintendência da PF pelo chefe da Delegacia de Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros, delegado Márcio Alberto Gomes Silva.

*Com informações Ascom PF