AÇÃO - 05/06/2018 - 16:22

PMA pede na Justiça ilegalidade da greve dos médicos

Da redação, AJN1

A Prefeitura de Aracaju entrou na Justiça com pedido de ilegalidade da greve dos médicos, iniciada ontem (4). A ação foi registrada no dia 30, antes mesmo da deflagração da paralisação. Cerca de 500 médicos estão de braços cruzados. A categoria cobra do prefeito Edvaldo Nogueira reajuste salarial e implantação de uma tabela única para todos os servidores.

Com a paralisação em vigor, os atendimentos nos 43 postos de saúde e nos Centros de Especialidades Médicas Augusto Franco e Siqueira Campos estão prejudicados; já as UPAs Nestor Piva e Fernando Franco só estão trabalhando com 50% dos efetivo.

“Estranha”

O presidente do Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed), João Augusto, informou que a categoria ainda não foi notificada pela Justiça e que acha “estranha” a ação ter sido protocolada antes da deflagração oficial da greve. “O prefeito Edvaldo Nogueira e a secretária de Saúde Waneska mostram que não querem negociar e usam o poder judiciário para intimidar movimentos dos trabalhadores de Aracaju. Ingressaram na Justiça pedindo a ilegalidade da greve dos médicos de Aracaju desde o dia 30 de maio, com inverdades no processo. Alegam até que não houve assembleia convocada pelo Sindimed, e isso é ridículo”, exclamou o sindicalista.

Ainda segundo o presidente, uma assembleia geral foi realizada na manhã de hoje e a categoria decidiu pela manutenção da greve. Nos próximos dias 7 e 8 (quinta e sexta), a classe volta a fazer manifesto em frente à Unidade de Pronto Atendimento Nestor Piva.