PROMISSOR - 30/10/2018 - 15:19

Mercado de seguros fatura R$ 316,7 milhões nos primeiros 8 meses do ano em Sergipe

Foto: Divulgação

 

Da redação, Joângelo Custódio

Cada vez mais consolidado no país, o mercado de seguros impressiona pelo cabedal de segmentos mais que plural e faturamento anual bilionário. E não é exagero colocar nove zeros enfileirados nesta conta.

Somente nos oito primeiros meses deste ano, o comércio securitário cresceu nacionalmente 9,13%, somando mais de R$71.397.647.534 de lucro com relação ao mesmo período de 2017, conforme dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Já com assento cativo nesse veleiro de leme ascendente, Sergipe registrou de janeiro a agosto de 2018, crescimento de 14,51% e provento de R$316,7 milhões, uma bagatela considerável.

O menor estado da federação, inclusive, está tão concatenado com esse mercado pujante que, atualmente, conta com 16 seguradoras, afirma o presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros, Capitalização e Previdência Privada no Estado de Sergipe (Sincor-SE), Érico Melo Nery.

Fazer um seguro, seja veicular ou até mesmo de vida, ressalta Nery, é fundamental nos dias de hoje, afinal, ninguém está imune às intempéries tracejadas pela vida. Além disso, afirma ele, o mercado apresenta capilaridade.

“O setor de seguros cresceu ininterruptamente nos últimos anos, tanto nos momentos de crescimento econômico quanto em épocas mais difíceis. Com a necessidade de ajustes na previdência social é esperada uma procura ainda maior pela previdência complementar, uma procura ainda maior pelos seguros de pessoas, como seguro de vida. O setor de seguros oferece diversas possibilidades que propiciam garantir as conquistas da sociedade, a manutenção do padrão de vida das famílias, a formação de poupança e ainda contribuir para o desenvolvimento do país.”

“O setor de seguros cresceu ininterruptamente nos últimos anos”

Érico Melo Nery | Foto: Arquivo Pessoal

Nery alerta ainda quanto aos cuidados na hora de assinar um contrato. “É primordial a contratação através do corretor de seguros para que o segurado tenha a garantia de estar fazendo o seguro com empresas autorizadas a atuar no setor, e o mais importante: que as coberturas realmente atendam às necessidades do cliente, afirma”.

Opinião semelhante tem o consultor financeiro Lucas Domeneguetti, diretor da Corpore Consultoria e Seguros.  Ele garante que assinar um seguro não deixa de ser um investimento a longo prazo.

“Grana certa numa hora incerta”

Lucas Domeneguetti | Foto: Divulgação

“Ter um seguro é garantir patrimônio, é perenizar o patrimônio, mas não só o patrimônio físico, como veículos, casa, mas a própria vida e a integridade de sua família. Hoje no mercado securitário existem mais de 400 tipos de seguros, a exemplo de carros, obras de arte, telefones, computadores. O seguro preserva o patrimônio e ele é legal, porque é uma grana certa numa hora incerta. Como a gente não sabe quando vai usar o seguro, por que não fazê-lo? Depois de nós, outras pessoas podem depender da gente”, orienta.

CLASSIFICAÇÃO

De acordo com a Susep, existem no Brasil, classificados oficialmente, 95 ramos de seguros: de responsabilidade civil, que tem 12 ramos diferentes, os seguros ligados à agricultura, os quais contam com 13 ramos distintos, entre outros.

Ainda segundo a Susep, o segmento “seguros de vida” inclui apólices contra risco de morte e acidentes pessoais, além de planos de previdência privada.

FACULTATIVOS E OBRIGATÓRIOS

Muita gente não sabe, mas existem seguros obrigatórios e facultativos. No Brasil, a maioria tem contratação facultativa, mas a Lei nº 73/66. 4. determina a contratação de uma série de seguros forçosos.

Veja a lista dos obrigatórios:

RESSEGUROS

O resseguro é o seguro do seguro, explica Nery, presidente do Sincor-SE. “É o resseguro que possibilita que as seguradoras possam garantir mais riscos. As operações das resseguradoras acontecem basicamente no sudeste”, sublinha.

Trocando em miúdos, trata-se de uma forma de proteger as seguradoras para que elas arquem e se responsabilizem com as indenizações dos seguros. Permite ainda que empresas tenham cobertura securitária para os bens já existentes e para a construção de obras de infraestrutura, necessárias para o desenvolvimento de uma nação.

OFÍCIO RENTÁVEL

Em algum momento da vida, o leitor já procurou um corretor ou o próprio profissional entrou em conato para vender algum tipo de seguro. Em Sergipe, existem 424 corretores sindicalizados. A quantidade parece ínfima quando comparada aos mais de dois milhões de sergipanos, mas os corretores garantem: o ofício é rentável e prazeroso.

“Muitas pessoas têm o costume de fechar seguros só para automóveis, e vender seguros de auto é a coisa mais fácil do mundo. A gente, que é corretor, não trabalha apenas com esse segmento, há vertentes mais importantes em relação ao auto, a exemplo de apartamentos, casas, porque se uma residência pegar fogo, as pessoas ficam sem o lar. E o carro, se acontecer alguma coisa, no mínimo o motorista vai andar de bicicleta ou ônibus”, afirma o corretor Luciano Santos Maria, de 32 anos e há nove no mercado.

“É algo bacana e promissor”

Luciano Santos Maria | Foto: Arquivo Pessoal

Luciano explica ainda que, no caso de seguro de vida, existe muita resistência por parte da sociedade. “Uma vez, um pai de família disse que não faria seguro de vida ‘para não deixar dinheiro para o Ricardão’. Há muito preconceito ainda”, destaca ele, que é formado em matemática e até o momento não tem vontade de deixar a profissão para dar aula. “É algo bacana e promissor.”

Já Arthur Fernando, 44, é corretor há duas décadas e também comunga da avaliação de Luciano, com algumas ressalvas. “No meu ponto de vista ainda é um mercado promissor, mas temos que acompanhar essas novas tecnologias que vão mudando a maneira de se comunicar. Como eu trabalho no ramo há 20 anos e tenho uma clientela mais antiga, esses clientes ficam comigo, mas os filhos desses clientes são mais conectados na modernidade”.

VALE A PENA

Ângelo Santos, 30, decidiu contratar um seguro quando comprou o primeiro carro em 2016. Quando perguntado se valeu a pena, a resposta é curta e categórica: “Sim! Absolutamente, sim! Naquele ano, colidi o carro numa vaca que atravessava a pista, numa rodovia federal, e o veículo teve perda total. Graças a Deus, não sofri ferimentos graves. O seguro me tranquilizou e fui indenizado, como manda a lei“, conta.

“O seguro me tranquilizou”

Cansado dos assaltos e avesso aos seguros tradicionais, Leonardo da Silva, 26, decidiu proteger seu aparelho de celular, numa modalidade que vem ganhando espaço no mercado. “Fui roubado umas três vezes, aí me cansei e decidi fazer o seguro do telefone. Não é muito caro e nos dá um pouco de segurança”, conta ele.