CARNAVAL DE RUA - 14/02/2019 - 15:28

“Rasgadinho” sofre mudanças e volta ao formato original

Foto: ASN

Da redação, AJN1

O bloco de rua mais tradicional de Aracaju, hoje intitulado de “Festival Brasileiro de Ritmos – Rasgadinho”, que corria o risco de não ser realizado este ano, vai acontecer de 2 a 5 de março. Quem garante é um dos organizadores, o ex-deputado estadual Robson Viana. Mas a festa de momo não terá o glamour dos anos anteriores, será mais acanhada e nos moldes do início da fundação, em 1962, em cortejos pelas ruas dos bairros Cirurgia e Suíssa.

“Não teremos os palcos  distribuídos nas avenidas Pedro Calazans e Barão de Maruim. A programação contará com os cortejos, a partir de sábado até a terça- feira de Carnaval. O trajeto também será modificado. Voltaremos com o percurso inicial, pela rua de Estância, passando pela Gararu até a Edézio Vieira de Lima e voltando pela  avenida Hermes Fontes”, detalhou o organizador.

A programação ainda não foi definida.

Apoio

A Prefeitura de Aracaju dará apoio logístico para a edição 2019 do Festival Brasileiro de Ritmos. A confirmação foi dada pelo prefeito Edvaldo Nogueira na manhã desta quinta-feira, 14, durante reunião com Robson. De acordo com o gestor municipal, a administração garantirá todo suporte à estrutura da festa carnavalesca,  assim como ocorreu nos anos anteriores.

“Robson resolveu realizar o Rasgadinho este ano e eu fico muito feliz porque é uma tradição da nossa cidade que se mantém. Assim como fizemos nos outros anos, a Prefeitura vai trabalhar para a segurança dos foliões, com a Guarda  Municipal e a SMTT, vai disponibilizar banheiros químicos e vai, também, garantir a limpeza de todas as ruas que farão parte do percurso para que o Rasgadinho aconteça da melhor forma. É uma festa tradicional, que começou com a gente e que fará a alegria dos aracajuanos e turistas, mais uma vez”, destacou Edvaldo.

Quando tudo iniciou

O Rasgadinho começou em 1962, fruto da brincadeira de um grupo de amigos, que tinha dentre os líderes Leopoldo Santos. Eles se reuniam vestidos em trajes rasgados – dando origem ao nome do então bloco – e com charangas, batuques, marchinhas, muito confete e serpentina faziam a alegria das comunidades dos bairros Suíssa, Cirurgia e Getúlio Vargas, trajeto que era percorrido até chegarem ao centro comercial da cidade, onde se juntavam a outras manifestações de grupos da época.

Mas essa animação ficou esquecida por alguns anos, até que em 2003, o então líder comunitário Robson Viana decidiu resgatar a tradição, e ano após ano, fez com que o Rasgadinho ganhasse corpo, fôlego e robustez, passando a ser uma das maiores festas populares de rua do Brasil e referência no Nordeste do país.