SUSPEITA - 05/04/2018 - 15:23

“Recebemos várias mensagens do PCC”, afirma irmão do Capitão Oliveira

Da redação, AJN1

Durante coletiva à imprensa na sede do Instituto Médico Legal (IML) na manhã desta quinta-feira (5), Wellington Oliveira, irmão de Manoel Oliveira, comandante da Companhia Especializada em Operações Policiais em Área de Caatinga (Ceopac), morto com mais de 30 tiros numa emboscada realizada na noite dessa quarta-feira (4), em Porto da Folha, revelou que ele já vinha sofrendo ameaças do Primeiro Comando da Capital (PCC).

De acordo com Wellington, as supostas ameaças estavam ocorrendo há cerca de 40 dias. “Meu irmão estava em um evento de lazer, no povoado Mucambo, quando alguns amigos quilombolas o avisaram que tinha alguma coisa estranha rondando a comunidade. Recebemos várias mensagens do PCC reclamando que meu irmão atrapalhava a entrada de drogas no estado. Meu irmão não vai virar estatística. Eu quero saber de onde partiu a ordem. Porque meu irmão era combatente do crime organizado”, disse Washington Oliveira, acrescentando que não irá dar sossego à Secretaria de Segurança Pública (SSP) enquanto o caso não for elucidado.

O capitão Oliveira estava na Polícia Militar há 24 anos e deixa viúva e três filhos.

Velório e sepultamento

O corpo do capitão Oliveira está sendo velado no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP), na Rua Argentina, Bairro América. No Centro de Formação, o militar permanece até às 16h30, seguindo, em carro aberto do Corpo de Bombeiro Militar de Sergipe, para o Velatório Piaf, localizado na rua Laranjeiras, no Bairro Getúlio Vargas, em Aracaju, onde permanece até a manhã de sexta-feira (6), recebendo todas as honras militares devidas.

Às 5h da sexta, o cortejo fúnebre vai para o município de Porto da Folha, distante 190 quilômetros da capital, com chegada prevista para 8h, onde acontece missa de corpo presente na Igreja Matriz de Porto da Folha, e sepultamento no cemitério local.