- 11/10/2018 - 14:31

Campanha na rua

 

O deputado federal Valadares Filho (PSB), segundo colocado na disputa sucessória estadual, retorna nesta quinta-feira de Brasília. Nas próximas horas deve convocar uma coletiva de imprensa para anunciar os seus novos apoiadores. Além do prefeito de Ribeirópolis, Antônio Passos, que já fez declaração pública, os prefeitos Valmir de Francisquinho (Itabaiana) e Valmir Monteiro (Lagarto) estão entre os que vão se engajar na campanha do socialista neste segundo turno, já que não pretendem dividir palanques com os seus adversários históricos. Monteiro não quer conluio com a família Reis, que acabou de reeleger o deputado federal Fábio Reis e a deputada estadual Goretti Reis; já o Francisquinho não quer partilhar espaço com o deputado Luciano Bispo. Com o bloco composto, este final de semana, Valadares Filho dará início à segunda fase da corrida que se encerrará no próximo dia 28.

 

Apoios declarados – Os prefeitos Iggor Oliveira (Poço Verde) e Cristiano Beltrão (Ilha das Flores) votaram em Eduardo Amorim, no primeiro turno, mas já começaram a se engajar à campanha do governador Belivaldo Chagas (PSD). Além deles, Cândida Leite (Riachuelo), Alexandre Martins (Pacatuba), José Carlos dos Santos (Feira Nova) e Everton Lima (São Miguel do Aleixo), estão entre os que vão estar no projeto, neste segundo turno.  

 

Líder, nada! – Muitas lideranças políticas ainda estão atordoadas com o tombo que o povo deu nas urnas e, certamente, já começam a entender que gastar dinheiro e saliva com “lideranças” que inflacionam cada vez mais o pleito, não funciona.  Na hora da escolha, o eleitorado meio ressabiado, mostrou que nenhum “líder” manda no seu voto. O recado foi dado, sobretudo, com a improvável esmagadora vitória do delegado Alessandro Vieira (Rede).

 

Todos liberados – Reprovados nas urnas, os dirigentes do PSC e outros partidos liberaram os seus liderados para votar em quem quiser no segundo turno das eleições estaduais. Não pretendem assumir posição pública, mas vão deixar a corda frouxa e esperar o desenrolar dos fatos. Como em política quase tudo se ajeita, aguardemos….

 

Pra refletir – Rodrigo Valadares viveu momentos de angústia ao quase perder a vaga na Assembleia Legislativa para o folclórico vereador por Itabaiana, “Vardo” da Lotérica. Ao final da apuração, Rodrigo venceu por exatos dois votos, mas certamente isso lhe permitirá algumas reflexões. A principal delas, foi como tratou os seus “liderados” no partido. Por todo lado, ouviam-se reclamações dos candidatos que ficaram sem atenção e, principalmente, sem material para trabalhar.      

Eleição diferente – Entre os deputados estaduais reeleitos ou derrotados, o sentimento é o mesmo: essa foi uma eleição diferenciada. Figuras sem grandes penetrações, especialmente, em Aracaju, contabilizaram ganhos curiosos.  Um deles foi Vardo da Lotérica que em uma comunidade da Zona Norte da capital teve mais votos que um veterano deputado que há algum tempo faz ações na localidade.  

Nada gratuito – O horário reservado aos partidos para que os candidatos apresentem as suas propostas ao eleitorado custará aos bolsos dos brasileiros algo em torno de R$ 1,2 bilhão. É que as emissoras de rádio e televisão precisam de compensação fiscal pelo fato de deixarem de faturar dos seus anunciantes no horário que reservam às agremiações, atendendo a exigência eleitoral. Entre as eleições de 2010 e 2016, essa isenção chegou à casa dos R$ 3,2 bilhões aos cofres públicos.

Sem fundo  – PC do B, Rede, Patriota, PHS, PCB, PCO, PMB, PMN, PPL, PRP, PRTB, PSTU, PTC e outras siglas nanicas passam a não receber recursos do chamado Fundo Partidário, dinheiro público que ajudou a muitos na compra lideranças e ostentação de campanhas caras nas eleições deste ano.

Poucos votos – A suspensão do fundo e do horário eleitoral decorre do fato de não terem conseguido ultrapassar a chamada cláusula de barreira que exige uma bancada de pelo menos nove deputados de nove Estados ou um desempenho mínimo nas urnas de 1,5% dos votos válidos.

Boa perspectiva – Candidatos que, ao longo da história têm sido prejudicados em virtude da proporcionalidade ou quociente eleitoral, consideram que a partir da eleição de 2020, terão possibilidades mais concretas de se elegerem. É que a Emenda Constitucional 97, determina o fim das coligações em eleições proporcionais.