- 08/01/2019 - 19:20

Fechado para balanço

Provavelmente, na próxima semana será comum passarmos pela frente de algumas lojas e lermos o seguinte aviso: “Fechado para balanço”. Esse é o período em que muitas empresas param tudo para conferir estoque, reavaliar os processos e, a partir daí, adotar as medidas necessárias para a próxima etapa.

A gente aprende em Administração a importância dessa visão sistêmica, ou seja, a analisar os produtos que vão abastecer o processo, obter o feedback para então fazer a retroalimentação, recomeçando o processo. Será que não devemos fazer o mesmo em relação a nossa vida? Fecharmos para balanço?

Vejo pessoas que nem bem saem de um problema e estão embarcando em outro maior. Isso acontece com a vida sentimental, por exemplo. Pessoas adeptas da frase: “Um amor só se cura com outro amor”, na verdade acabam se machucando mais ainda, pois nem se deram o tempo necessário para avaliar os estragos do tsunami que passou por sua vida e já estão entrando em outra tempestade. Isso acontece em várias áreas da vida; talvez seja o imediatismo característico dos nossos dias. Geralmente não gostamos de parar para pensar e muito menos de fazermos autoavaliação. É a velha frase da Broadway: “O show não pode parar”. Quando, através de um grande esforço, paramos para fazer autoavaliação, focamos nas coisas que fazemos e não no que somos. Talvez, seja esse o nosso maior equivoco, isto é, acabamos por fazer mudanças apenas nas nossas atitudes, mas as mudanças mais profundas, mais significativas preferimos adiar. Possivelmente isso aconteça por conta da nossa falta de tempo e talvez por medo de pararmos um pouco, fecharmos para balanço, darmos a nós mesmos um feedback e retroalimentarmos nossa vida.

Sabe, eu não acredito que exista uma mágica nessa mudança de calendário a ponto de nos fazer mudar tudo na vida, mas uma coisa é certa: o momento é propício para avaliarmos nossas vidas e procurarmos mudar, e mudar para melhor. Nesses próximos dias, procure separar um tempinho para ficar sozinho e refletir sobre os acertos e os equívocos do ano que já foi embora, e a partir daí deixar que mudanças interiores sejam tão significativas que transbordem para o nosso exterior, fazendo de nós pessoas melhores. É isso aí. Se nesses próximos dias não conseguirem falar comigo, é porque estou fechado para balanço, mas eu volto, e espero voltar melhor.

Um grande abraço, e até a próxima se Deus disser que sim.