- 19/09/2017 - 15:57

A luta da carne e do espírito

Quando me rendo aos vícios, o corpo está no controle, e o espírito está fraco.
Mas, se resisto a eles, dói o corpo, mas a alma se fortalece ao ditar quem manda em quem.
Quando me rendo à fome desenfreada dos hormônios enfraqueço o fortalecimento dos neurônios, perdendo na qualidade das escolhas com quem irei trocar energia. Nesta luta em que cedo, o corpo fortalecido no seu interminável saciar, ganha espaço para o espírito, e este, acanhado, apenas obedece ou observa seu declinar.
Quando coloco pessoas ou coisas acima de Deus na minha vida, se venho perdê-las, perco minha própria vida, por ter feito delas meu tesouro e, “onde estiver meu coração, lá estará também meu tesouro”. E por tê-las perdido, morro, e se morro, suicídio em vida ou em desistência dela, é o desfecho fatal de uma entrega que não aceita perdas, onde Deus não pode atuar sem ser chamado, por causa da Sua lei – o livre arbítrio.
Se me submeto apenas aos costumes religiosos, não estarei amparado no verdadeiro ensino de Deus, e com Ele não viverei uma experiência, porque frequentar igrejas é diferente de viver uma experiência profunda com Deus. Se não entendo isto, o vazio será preenchido pelas bandejas que o mundo dá. A igreja é o lugar da comunhão e do aprendizado. Mas, se não há o exercício da prática, de modo algum verá o reino de Deus, nem na revelação ou além desta passagem.
Se não observo os erros dos meus antepassados, a tendência natural será repetir os mesmos costumes e, quem vive no espírito se renova a cada dia, e vive em novidade, livre das maldições hereditárias.
Se não compreendo que tudo é lícito, mas nem tudo convém, estarei mais submetido à cultura imposta pelos homens, do que a permanente cultura ensinada por Deus.
Ele diz que não dá para servir aos dois. Um dos dois terá que liderar. Se o espírito só lidera em dias de remorso, no dia que o arrependimento bater à porta, a carne já não poderá fazer mais nada, porque estando entregue ao líder dos pecados, a conta que não foi apresentada ao Único que pode perdoá-los, sem agiotismo kármico, será cobrado por quem ganhou, no percurso de uma vida, tendo legalidade para fazer o que quiser com esta vida e até sua descendência.
Sendo assim, quem fortalece o espírito mais do que o corpo, se prepara para uma vida consciente e responsável. Mas, quem se escraviza a tudo que a carne dita, deve entender que seu destino é contrário aquele que Jesus quer para todos que se entregam ao seu Caminho, onde habita verdade e a vida.