RECURSOS HÍDRICOS - 06/04/2018 - 17:34

XI Enrehse é encerrado com número recorde de participantes 

Fotos: Thales Vieira

O XI Encontro de Recursos Hídricos de Sergipe (Enrehse) foi encerrado na noite dessa quinta-feira, 5, com a entrega dos prêmios aos três melhores trabalhos apresentados. O evento, idealizado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), por meio da Superintendência de Recursos Hídricos (SRH), bateu recorde de inscrições. Foram mais de 300 pessoas entre alunos, pesquisadores e corpo docente de diversas academias ligadas ao estudo, preservação e reutilização da água, pauta global e pertinente em tempos de crise hídrica.

Ao todo, foram 89 trabalhos apresentados, três minicursos, cinco palestras e uma visita técnica à barragem do rio Poxim, em São Cristóvão.

Assim como ocorreu nas edições anteriores, os três primeiros colocados entre os trabalhos apresentados foram premiados com um tablet, são eles: “Análise Comparativa das Precipitações Diárias Interpoladas e Dados de Estações na Região dos Tabuleiros Costeiros”, apresentado por Glauber Barros, Marcus Aurélio, Ana Alexandra, Júlio Roberto e Paulo Sérgio; “Redes Neurais, Artificiais e Previsão de Longo Prazo para Operação de Reservatórios”, apresentado por Kelly Marina e Alcigeimes Batista Celeste; e “Remoção de Cor e Turbidez no Uso e Fibras de Coco Flexíveis e Areia como Meio Filtrante”, apresentado por Anderson de Jesus, Gustavo Nunes e Denise Conceição. Eles ficaram em primeiro, segundo e terceiro colocados respectivamente.

Para o gestor da Semarh, Olivier Chagas, o Enrehse é um sucesso. “A cada ano, esse evento  bate recorde de inscritos, trabalhos apresentados e alguns escolhidos para publicação numa revista da UFS e três premiados com tablets. É um evento consolidado. Nós estamos promovendo política pública de discussão sobre a questão hídrica em Sergipe e no país como um todo. Quero agradecer a todos os colaboradores, as empresas e órgãos que patrocinaram, os parceiros como UFS, Emdagro, os nosso colaboradores da Semarh. Parabéns a todos”.

O superintende da SRH, Aílton Rocha, também destacou a importância do Encontro, promovido há 11 anos. Ele ainda fez questão de lembrar que, durante o Enrehse, foi realizada uma homenagem póstuma ao engenheiro agrônomo José Holanda Neto, do Conselho Estadual dos Recursos Hídricos, pelos relevantes serviços prestados à gestão dos recursos hídricos do Estado. Holanda era representante da Secretaria de Estado da Agricultura dentro do Conselho e morreu em dezembro de 2017, em decorrência de problemas de saúde.

“Assim encerramos o XI Encontro de Recursos Hídricos em Sergipe. Na oportunidade, fizemos uma homenagem póstuma ao engenheiro agrônomo José Holanda Neto. Agradecemos o apoio da Semarh, em especial a valorosa SRH; ANA; UFS; Embrapa; Unit; Pio Décimo; IFS; Codise; Deso; Codevasf; Senai; Filarmônica de Itabaiana; Coral Cantar das Águas; UFSM; Inea/RJ; Cemaden; SDS/SC; ABRH; CBHSF; Observatório das Águas e Maratá. Mais do que um encontro de recursos hídricos, um grande encontro de amigos abnegados e compromissados em proteger e garantir as nossas águas”, enfatizou Aílton.

Aprovação

Ao longo da semana, foram apresentados trabalhos e ministradas palestras. Jéssica Ferreira Lima é doutoranda em Ecologia e Conservação da UFS. Ela apresentou o trabalho sobre os atributos biológicos da bacia do rio Poxim e como isso está relacionado aos recursos hídricos. De acordo com ela, o Enrehse é uma oportunidade ímpar de divulgar os trabalhos.

“O Enrehse é um evento local, mas com importância regional. É uma oportunidade de os estudantes divulgarem o que está sendo feito nos centros acadêmicos”, elogia.

Moema Versiani Acselrad, do Instituto Estadual do Meio Ambiente, da Secretaria de Meio Ambiente do Rio de Janeiro, ministrou palestra sobre a “Cobrança pelo uso da água no Brasil”.

“Apresentei a conceituação desse instrumento, a cronologia de implantação no Brasil, as maiores dificuldades e o caso que eu considero bem-sucedido de implantação desse instrumento no estado do Rio de Janeiro. Fiz algumas reflexões sobre algumas experiências apresentadas. O Rio de Janeiro tem uma característica muito diferenciada que foi implantar a cobrança de uma maneira diferenciada do que preconiza a legislação. Ressalto isso como positivo. A nossa legislação prevê que, antes da cobrança da água, se deve ter um comitê de bacia instituído, agência de bacias instituídas, plano de bacias desenvolvidos para só aí fazer a cobrança. E o Enrehse, como sempre, está de parabéns por trazer temas tão importantes para serem discutidos”, comentou Moema.

O estudante do curso de geologia da UFS, Luan Lima, disse que é a primeira vez que participa do Enrehse e pretende participar das próximas edições. “Considero o Encontro bastante importante, porque desperta o interesse de estudantes de várias áreas sobre os recursos hídricos, além de apresentarem trabalhos e projetos de pesquisas que acabam fomentando uma melhora no currículo para possíveis apresentações em congressos de âmbito nacional. De agora em diante, quero participar sempre do Enrehse”.