Aquisição de leite cresce, mas produção de ovos reduz em Sergipe

No 2º trimestre de 2021, a aquisição de leite cru feita pelos estabelecimentos que atuam sob algum tipo de inspeção sanitária federal, estadual ou municipal foi de 75,2 milhões de litros, um aumento de 8,6% em relação ao 1º trimestre de 2021 e de 8,02% em relação ao 2º trimestre de 2020. Esta aquisição para o segundo trimestre é a maior dos últimos 10 anos, nesta comparação. Segundo Hellie Mansur, supervisora da pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), este resultado se deu “pela ampliação na capacidade de processamento de algumas indústrias no estado”.

Já em nível nacional, diante do 2º trimestre de 2020, a queda de 59,47 milhões de litros de leite
captados é proveniente de reduções registradas em 15 das 26 UFs participantes da Pesquisa
Trimestral do Leite. As quedas mais significativas ocorreram em Minas Gerais (-51,97 milhões), São Paulo (-33,46 milhões), Rondônia (-33,32 milhões), Mato Grosso (-10,43 milhões) e Rio de Janeiro (-7,91 milhões). Já os acréscimos mais relevantes ocorreram no Paraná (+46,32 milhões), Rio Grande do Sul (+19,96 milhões) e Bahia (+12,27 milhões). Minas Gerais continuou liderando o ranking de aquisição de leite, com 24,7% da captação nacional, seguida por Paraná (13,9%) e Rio Grande do Sul (12,8%).

Produção de ovos de galinha

A produção de ovos de galinha em Sergipe chegou a 5,1 milhões de dúzias no 2º trimestre de 2021, com uma redução de 111 mil dúzias ( ou 2,1%), na comparação com o primeiro trimestre de 2021 e 272 mil dúzias ( ou 5,3%) na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. O número de cabeças de galinhas poedeiras chegou a 800.651, uma redução de 18.262 cabeças em relação ao 1º trimestre de 2021 e com decréscimo de mais de 50 mil cabeças na comparação com o 2º trimestre de 2020.

Mansur aponta que “o custo de produção por conta do preço elevado da ração, além da dificuldade de competitividade com os ovos importados de outros estados, reduziram o número de galinhas poedeiras em Sergipe e consequentemente, a produção foi afetada”.

Em nível nacional, foi uma produção de 8,41 milhões de dúzias de ovos a mais, quando se comparam os 2ºs trimestres de 2021 e 2020, resultante de aumentos em 14 das 26 UFs do universo da pesquisa.

Quantitativamente, os maiores acréscimos ocorreram em Minas Gerais (+5,22 milhões), Ceará (+4,72 milhões), Mato Grosso do Sul (+4,24 milhões) e Bahia (+4,14 milhões). A maior queda entre 2ºs trimestres dos dois anos foi observada em São Paulo (-10,90 milhões), entretanto, se comparados ao trimestre imediatamente anterior, a sua produção, na realidade, se manteve estável.

Responsável por 27,5% da produção nacional no segundo trimestre de 2021, o Estado de São Paulo continua como maior produtor de ovos, seguido pelo Espírito Santo, com 9,1% da produção nacional, que na publicação anterior figurava como 3º maior produtor, Paraná (9,0%) e Minas Gerais (8,9%).