Professores cobram do TCE maior rigor na fiscalização de contas das prefeituras

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe (Sintese), com o apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT), realizou uma grande manifestação na manhã desta quinta-feira (26), em frente ao frente do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE-SE) com o objetivo de cobrar da corte maior rigor na fiscalização nas contas das prefeituras do interior e do governo do Estado.

 

Segundo Wilson de Menezes Hora, dirigente das Bases Municipais do Sintese, há indícios de fraudes nas prestações de contas que são encaminhadas ao Tribunal.

 

“Nós fizemos um levantamento nas contas das prefeituras e vimos que existe uma fraude generalizada. Eles estão trapaceando a prestação de contas para o TCE e suspender o índice para o limite da lei de responsabilidade fiscal, justificando o atraso salarial e a falta de aumento para todos os servidores”, denunciou Wilson.

 

Segundo o sindicalista, cerca de R$60 milhões deixaram de ser declarados por prefeituras. “É complicado a gente ver essa passividade por parte do Tribunal de Contas do Estado, pois eles sabem onde está a irregularidade, mas não pede a cassação desses gestores”, declarou.

 

Com base nas informações do Sintese, cerca de 30 municípios atrasam o salário dos trabalhadores todos os meses. “Há alguns que estão com dois meses em atraso, outros parcelam o salário. Como é que vamos sobreviver? Estão querendo negociar para que recebamos em 10 prestações. Não somos comércio de eletrodoméstico ou de móveis para parcelar pagamento, nós somos seres humanos e precisamos receber em dia. Muitos trabalhadores estão passando fome. Há municípios que o Sintese está dando cesta básica”, completou.

 

TCE

 

A assessoria de comunicação do TCE informou que está marcada para a próxima sexta-feira (04), uma reunião entre conselheiros e professores. Cada conselheiro ficou atribuído a tarefa de analisar as contas de 5 a 6 municípios. A avaliação será repassada para o presidente que vai expor a situação aos professores.

 

Em breve, a AJN1 fará uma reportagem com a presidente do Sintese, Ângela Melo, para detalhar quais as prefeituras estão atrasando os salários.