Cabo de energia que matou criança não foi rompido por tiro

 

Da redação, AJN1

Quase um ano depois da queda do cabo de alta tensão que matou a criança Milena Rayane Silva Santos, 9, em Propriá, o laudo pericial do Instituto de Criminalística de Sergipe descartou a possibilidade do rompimento do cabo ter sido causado por um disparo de arma de fogo. O resultado também indicou que a queda não ocorreu por falta de manutenção. A informação foi passada pelo delegado regional Antônio Wellington.

A morte da criança aconteceu na noite do dia 3 de março do ano passado, no bairro Remanso. Milena estava brincando na rua, nas imediações de casa, quando foi atingida pelo cabo de alta tensão que se rompeu. Um adolescente que estava próximo ao local, saiu em socorro da vítima e ao tentar ajudá-la, também foi atingido por uma descarga elétrica. Ele sofreu ferimentos e queimaduras pelo corpo e ficou internado na Unidade de Queimados do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), mas sobreviveu.

Na época do fato, circulou vídeos nas redes sociais onde populares alegavam que disparos para o alto teriam provocado o rompimento do cabo. O caso foi investigado pelo delegado Antônio Wellington e com a divulgação do laudo pericial foi descartada essa possibilidade. Além disso, também ficou esclarecido que o acidente não foi causado pela falta de manutenção na rede de energia.