Belivaldo cogita decretar calamidade nas finanças do Estado

Da redação, AJN1

O governador do Estado, Belivaldo Chagas, disse que não descarta decretar situação de calamidade financeira nos cofres públicos. A declaração pessimista aconteceu em evento promovido pela Associação Sergipana dos Empresários de Obras Públicas e Privadas (Asseop), nessa sexta-feira (18).

“Reduzimos as secretarias com a reforma que fizemos agora. Criei uma superintendência para a parte de planejamento e coloquei ligada ao meu gabinete, coloquei pessoas que pensam Sergipe e sabem fazer as coisas para que a gente consiga o melhor para o estado, para que trabalhemos a área de captação de recursos e tenhamos um acompanhamento constante de tudo. Vamos voltar a investir quando conseguirmos retomar o reequilíbrio financeiro e, para isso, tenho que passar o pente fino, órgão por órgão, do uso do carro ao telefone, do aluguel do imóvel, o que for possível cortar, iremos cortar”, explicou o governador.

Ele disse ainda que recentemente, por exemplo, a gestão conseguiu qualificar, junto ao Ministério do Turismo, uma matriz de obras e projetos estruturantes de aproximadamente R$ 800 milhões.

“Temos hoje muitos projetos em andamento no Estado. As coisas estão acontecendo, investimos cerca de R$ 1 bilhão em obras importantes e estruturantes nos últimos anos, por meio de diversos projetos. Registramos em cadastro e já recebemos o selo do Prodetur + Turismo, na ordem de mais de R$800 milhões, não perdemos tempo. Isso demonstra nossa capacidade de estruturação de propostas para execução de intervenções que possam trazer melhoria à vida dos sergipanos. São recursos que deverão ser investidos em rodovias, esgotamento sanitário, grandes e pequenas obras. E vamos buscar as condições junto ao governo federal, não tenho problema com o governo federal e, em nenhum momento, viramos as costas para o presidente da República. Não vou dar as costas para o governo federal, porque fazer isso seria o mesmo que dar as costas ao povo de Sergipe. Porque o que a gente quer é o bem do povo sergipano”.