Belivaldo reafirma que déficit bilionário da previdência compromete os investimentos

Da redação, AJN1

A reforma da Previdência foi o principal tema do Fórum de Governadores realizado na manhã desta quarta-feira (20), em Brasília, com a presença do ministro da Economia, Paulo Guedes. Na pauta da reunião dos mandatários eleitos para o quadriênio 2019-2022 estavam ainda questões econômicas e demandas específicas de cada estado. Os governadores pretendem levar resultados às populações de seus estados, que passam por dificuldades.

O governador de Sergipe, Belivaldo Chagas, também esteve presente. Ele voltou a afirmar , por meio de sua assessoria de comunicação, que o déficit bilionário da Previdência em Sergipe compromete a capacidade de investimento do Estado, que precisa direcionar R$ 100 milhões por mês para cobrir a Previdência, mas avaliou a reunião como positiva.

“Nós tivemos a presença do ministro Paulo Guedes e foi feita uma apresentação do que será o projeto de emenda à Constituição para a Reforma da Previdência. Claro que, como em toda proposta, temos as questões positivas e as questões negativas que serão avaliadas e reavaliadas pelo conjunto de governadores. Não podemos dizer que a Reforma é excelente, mas é o primeiro passo. Várias discussões feitas, e a partir daí, estudaremos e participaremos de forma mais ativa junto ao Congresso, conversando com as nossas bancadas para que sugestões sejam apresentadas com o objetivo de melhorar alguns pontos, que serão discutidos pela sociedade como um todo”, disse.

Outro ponto reforçado pelo governador de Sergipe foi a questão das perdas dos repasses da União acumuladas pelos Estados e município ao longo dos anos. “Isso é algo que continuaremos cobrando”, defendeu o chefe do executivo estadual sergipano.

Sobre os repasses, o ministro da Economia, Paulo Guedes, criticou a concentração dos recursos no governo Federal e afirmou que está montando uma forma de ajuste sobre isso. Ele informou, ainda, que está elaborando um programa emergencial de antecipação de recursos lastreado na economia gerada por ajustes que os próprios Estados farão.

As reuniões de governadores vão ocorrer a cada dois meses, mas equipes técnicas dos estados acompanharão os temas aprovados pelo fórum no Executivo, Legislativo e Judiciário.