Sukita é condenado a 13 anos de prisão em regime fechado

Da redação, AJN1

Nesta terça-feira (17), o Tribunal Regional Eleitoral em Sergipe (TRE-SE) condenou o ex-prefeito de Capela, Manoel Messias Sukita Santos, 13 anos e nove meses de prisão, em regime inicial fechado, por corrupção eleitoral, desvio de verbas públicas e autorização de despesas não previstas em lei.

Por 6 votos a 1, o TRE/SE manteve a sentença que havia sido proferida em abril de 2017. A condenação é resultado de ação do Ministério Público Eleitoral ajuizada em julho de 2015. Com a sentença, Sukita fica inelegível e não pode concorrer às eleições de 2018.

De acordo com o TRE-SE, também foram condenados três integrantes da então equipe de Sukita que participaram dos esquemas criminosos. São eles: Ana Carla Santana Santos (ex-secretária municipal de Assistência Social), Maria Aparecida Nunes (ex-secretária de Assistência Social substituta), Arnaldo Santos Neto (ex-diretor financeiro do fundo de assistência social).

Entenda

Durante o período eleitoral de 2012, Manoel Sukita, à época prefeito de Capela, teria distribuído dinheiro em troca de votos a fim de favorecer a campanha de Josefa Paixão de Santana e Carlos Milton Mendonça Tourinho, candidatos à prefeita e vice-prefeito, respectivamente.

Com autorização do então diretor financeiro do fundo de assistência social, Arnaldo Santos Neto, o prefeito Manoel Sukita distribuiu a cerca de sete mil beneficiários de programas sociais do município a quantia de R$ 40.

Ao entregar o dinheiro, o ex-prefeito pedia os votos dos beneficiários utilizando-se da expressão “Vamos votar no 40 para continuar ganhando o valor de 40″. A distribuição da verba ocorreu na sede da Prefeitura de Capela e não obedeceu a qualquer critério.

Os réus ainda podem recorrer.

Com informações do TRE-SE