Da redação, AJN1
A concessionária espanhola Aena Desarrollo Internacional, vencedora do leilão Bloco Nordeste, que visa administrar seis aeroportos pelos próximos 30 anos, entre eles o Santa Maria, em Aracaju, assinou contrato de concessão com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), nesta sexta-feira (6), em cerimônia realizada no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Jair Bolsonaro e do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. As concessionárias Zurich Airport Latin America (Bloco Sudeste) e o Consórcio Aeroeste (Bloco Centro-Oeste) também sacramentaram a parceria.
Realizado em 15 de março, na B3, em São Paulo, o leilão de 12 aeroportos divididos, pela primeira vez, em blocos, foi o mais disputado entre os já realizados. A concessão rendeu um ágio médio de 986% sobre o lance mínimo total, que era de R$ 218,8 milhões – que correspondia a 50% do valor presente líquido (VPL) dos projetos.

Bloco Nordeste
O contrato de concessão do Bloco Nordeste (formado pelos aeroportos de Recife/PE, Maceió/AL, João Pessoa/PB, Aracaju/SE, Campina Grande/PB e Juazeiro do Norte/CE), assinado com a concessionária Aena, pagará R$ 1,917 bilhão, com ágio de 1.010% sobre o lance mínimo de R$ 171 milhões.
Novos leilões
De acordo com o ministro Tarcísio de Freitas, já estão previstas a sexta e sétima rodada de leilões de aeroportos da Infraero, que incluem aeroportos localizados em todas as cinco regiões brasileiras. A sexta deve ser realizada em outubro de 2020, com três blocos, que incluem aeroportos na Amazônia, de Goiânia (GO), no Nordeste e aeroportos importantes no Sul, como Curitiba e Foz do Iguaçu, no Paraná.
A sétima rodada está prevista para até o início de 2022, também com três blocos importantes de aeroportos, que incluem os terminais de Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro.Com isso, todos os aeroportos operados pela Infraero estarão concedidos e a empresa vai se dedicar a terminais regionais, junto com estados e municípios.
Sobre o aeroporto de Aracaju
O Aeroporto de Aracaju, também conhecido como Aeroporto Santa Maria, existe desde 1952 (operacional efetivamente desde 1958), tendo sido incorporado à Infraero em 1975. Além disso, atende, principalmente, executivos e turistas em busca de negócios, de lazer e passeios que a região oferece.
O terminal conta também com operações diárias de helicópteros que transportam funcionários para as plataformas de petróleo do litoral de Sergipe e de Alagoas.
O Santa Maria conta com 15 voos diários autorizados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) por quatro companhias aéreas, segundo dados da Infraero.
Com informações do MI.