A demografia de empresas em Sergipe

Abordarei adiante alguns dados de uma publicação que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE divulgou recentemente e, que aponta e demonstra a demografia das empresas formais brasileiras e as estatísticas de empreendedorismo em 2018. A minha abordagem apontará os resultados para o Estado de Sergipe, pois referido estudo, na visão do IBGE, permite analisar as taxas de entrada, saída e sobrevivência, além da mobilidade e idade média das empresas.

Analisando o número de unidades locais, assim como as suas respectivas distribuições percentuais e taxas, em 2018, por tipos de eventos demográficos, temos para o Estado de Sergipe:

–  29.070 unidades empresariais, tendo como sobreviventes, 24.235 unidades empresariais, ou seja uma taxa de 83,4%, o que considero uma boa taxa, considerando-se as adversidades e riscos que os empresários enfrentam, registre-se que é uma taxa de sobrevivência superior à média do Nordeste que ficou em 83,0% e um pouco inferior à média do Brasil que foi de 83,9%;

– o primeiro número apresentado refere-se às empresas ativas, que na conceituação do IBGE, são entidade empresariais com registro no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica – CNPJ, da Secretaria da Receita Federal, estabelecida no País, e que, no ano de referência, atendeu aos critérios de atividade definidos no Cadastro Central de Empresas – Cempre.

– do ponto de vista conceitual, conforme definido pelo IBGE, a sobrevivência é o evento demográfico caracterizado pela empresa ou unidade local que está ativa no ano de referência e estava ativa no ano anterior; já a taxa de sobrevivência é a relação entre o número de empresas ou unidades locais sobreviventes e a população dessas respectivas unidades estatísticas no ano de referência. Na análise de sobrevivência de empresas ou unidades locais, segundo o ano de nascimento, a taxa de sobrevivência é a relação entre o número de unidades estatísticas que nasceram no ano t-n e o número das que sobreviveram até o ano t.

A publicação do IBGE fez uma análise da sobrevivência das empresas nascidas no ano de 2008 até o ano de 2018, e isto é importante porque segundo o Instituto, fornece uma indicação de como sobrevivem as empresas durante um período de 10 anos.

Em Sergipe, as taxas de sobrevivência ao longo de 10 anos foram as seguintes: 1º ano (80,3%), 2º ano (70,55), 3º ano (61,0%), 4º ano (54,0%), 5º ano (48,3%), 6º ano (42,2%), 7º ano (38,3%), 8º ano (34,5%), 9º ano (30,3%) e 10º ano (26,4%). No Nordeste no 1º ano a taxa média de sobrevivência das empresas é de 78,7%, e a do Brasil é de 81,5%, vê-se portanto que no 1º ano de funcionamento das empresas, em Sergipe temos uma média acima da Região, sendo a 3ª melhor, atrás da Paraíba (82,0%) e do Piauí (81,7%) Quando chega ao final do horizonte analisado, 10º ano, as taxas caem bastante, mas Sergipe mantém a 3ª posição de taxa de sobrevivência empresarial na Região Nordestes, cuja a média é de 22,9%, enquanto que a taxa de Sergipe é de 26,4%, sendo também melhor que a média da taxa de sobrevivência no Brasil que é de 25,3%, ao chegar no 10º ano de implantação das empresas.

Foram inseridas 4.835 novas empresas no ano de 2018, ou seja, uma taxa de 16,6%, bem próximo da média do Nordeste que foi de 17,0% e superior à média do Brasil que ficou em 16,1%; conceitualmente pelo IBGE, a entrada é um evento demográfico caracterizado pela empresa ou unidade local que está ativa no ano de referência e não estava ativa no ano anterior. O número de entradas representa o conjunto formado pelos nascimentos e pelas reentradas de empresas ou unidades locais.

Com relação às saídas de empresas ocorreram 4.694, um número inferior ao número de entradas, e que propiciou uma taxa de saída de 16,1%, sendo a segunda menor taxa de saída da Região Nordeste, o que é algo positivo do ponto de vista empresarial, o estado do Nordeste que teve uma taxa menor que Sergipe foi o Piauí com 15,9%, já a taxa média de saídas empresariais do Nordeste ficou em 19,1% e a do Brasil em 17,2%. A saída, na definição do IBGE, é o evento demográfico caracterizado pela empresa ou unidade local que não está ativa no ano de referência e estava ativa no ano anterior.

Além de analisar este quantitativo de empresas existentes em Sergipe na base do Cadastral Central de Empresas – CEMPRE, um ponto de importância relevante para a sociedade é a capacidade que tais empresas possuem na oferta de emprego para a população, por isso, abordaremos adiante a questão do pessoal ocupado, na base de dois conceitos do IBGE: o conceito de pessoal ocupado total que são as pessoas efetivamente ocupadas em 31.12 do ano de referência do Cadastro Central de Empresas – Cempre, incluindo pessoas assalariadas com e sem vínculo empregatício, bem como proprietários e sócios com atividade na unidade, e o conceito de pessoal ocupado assalariado, que são as pessoas efetivamente ocupadas em 31.12 do ano de referência do Cadastro Central de Empresas – Cempre, incluindo pessoas com vínculo empregatício formal, assim como aquelas sem vínculo formal, como membros da família e cooperativados com atividade na unidade. as empresas ativas em Sergipe no ano de 2018 do Cadastro Central de Empresas – Cempre, empregavam 239.796 pessoas, sendo que as sobreviventes empregavam 229.597, com isso a taxa de empregabilidade das pessoas ficou em 95,7%, percentual superior à taxa média do Nordeste que ficou em 95,0% e à do Brasil que foi de 95,5%. Que consigamos manter e melhorar as taxas de sobrevivências das empresas sergipanas e que eles continuem empregado mais pessoas para o desenvolvimento econômico e social do nosso estado.

Autor

Saumíneo Nascimento

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