Acorda, rapá!

Dia desses eu adentrava os “portais” (quais, Zé Mané? Eita, será que vão me ‘cancelar’ porque falei essa gíria sergipana das antigas que se remete a dois nomes de pessoas que podem estar relacionados a classes sociais que se sintam ofendidas? E agora, André? André, para onde?) da cidade de Aracaju e vi uma placa enorme, ali perto da entrada da cidade, que dizia: “Aracaju, cidade de turismos de lazer”.

Véio, na moral (permitam-me a baixeza de linguagem, mas é o que me vem à alma comunicativa neste momento), eu comecei a refletir sore o assunto. Primeira pergunta: qual turismo de lazer, diga aí (eita, o nome do meu quadro sobre Língua Portuguesa na TV Alese. Assistam, é bem bacana!)?

Aracaju não está na rota de paradas nacionais. Eu vi um guia sobre turismo nacional e nossa cidade não estava na lista. Pulava de Salvador para Maceió, era uma espécie de salto quântico espiritual.

Para começo de conversa, o estado de Sergipe não é divulgado nem aqui dentro mesmo, imagine Brasil afora (não é a fora!). Sergipano não conhece suas tradições, suas culinárias, suas idiossincrasias culturais (procure aí, vá!), seus folguedos. Rapaz, nosso estado é pequeno em tamanho (comparado a outros), mas é gigante em riqueza cultural, muito MAL (contrário de BEM) APROVEITADA!

Nunca vi nenhum projeto sério e consolidado (se existe, por favor, digam-me, preciso saber) que elevasse o status desta terra magnífica ao nível de outros pontos turísticos brasileiros que nem chegam à metade do que temos (é bairrismo, mas é realidade). Praia com a orla mais bonita do Brasil (um salve pro negão João Alves, o maior visionário, cria do Santo Antônio),as melhores quadrilhas juninas do Brasil, culinária topada, folclore (o mais intenso do Brasil), natureza magnífica, grupo Renantique, banda Dom Quixote (vem aí!), produtos autóctones (Parafusos de Lagarto, Parque dos Falcões, Renda Irlandesa, Bricelet de São Cristóvão, amendoim cozido patrimônio imaterial…), uma infinidade de motivos para orgulho e geração de renda. Mas…CADÊ QUE NINGUÉM MUDA O QUADRO, PO…!?

Qual o turismo de lazer? Compare a Maceió? Quem teria melhor estrutura? Acredito piamente que já passou da hora de acordarmos para este assunto tão importante para aumento da estima do povo sergipano (problema sério que mexe com todas as esferas da nossa sociedade), aquecimento da nossa economia, geração de renda e empregos. É tudo de bom, véio!

– Alguém comece a puxar o bonde aí, vá!

Autor

André Brito

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