Censo 2021 não é caro, é essencial ao Brasil

No último dia 23.04.2021 o governo federal que o Censo de 2020, que já havia sido adiado para esse ano de 2021 por conta da pandemia, corre sério risco de não ser mais realizado novamente. Dizem que talvez só em 2022, ou com o fim da gestão hodierna, pois a que está aí vigente continua não dando a mínima para a realidade circundante, que se mostra elemento fundamental para ponderar acerca da vida cotidiana. A realização do Censo é de suma relevância, pois é a única pesquisa que cobre todos os domicílios brasileiros e fornece um retrato detalhado da história da população.

A diligente investigação constitui em fazer levantamentos precisos sobre a quantidade e características dos habitantes – casa em que moram, se possui acesso à coleta de lixo e energia elétrica. Os dados recolhidos servem para basear a formulação de imprescindíveis políticas públicas, decidir sobre a distribuição de recursos federais para estados e municípios, ajudar na tomada de decisões do setor privado, bem como a proposição de novas leis, dentre outras ações que aperfeiçoam as relações sociais.

Um exemplo que podemos dar nesses tempos de pandemia, por exemplo, é que para estabelecer um Programa Nacional de Imunização, na distribuição de vacinas, temos que por meio do Censo, saber quantas pessoas tem de cada perfil etário e em cada localidade. Depois disso, é necessário saber quantas pessoas mora em cada território para refletir em que Unidade Básica de Saúde irá ser distribuída determinada quantidade de insumos. Por meio do Censo é possível garantir exatidão na quantidade de vacinas demandadas de acordo com a real necessidade de cada município.

Quem formula políticas públicas não pode ficar sem as pesquisas afiançadas pelo Censo, além de planejá-las no tempo presente, a pesquisa censitária nos ajuda a compreender quais políticas deram certo ou não no passado. Os recursos precisam ser recompostos para que se viabilize o Censo 2021 que não é caro, é essencial ao Brasil. Nosso país sempre produziu diversos números embasados em institutos que possuem conceito internacional, assomado a isso, temos os trabalhadores desses órgãos que são competentíssimos. Num enevoado período em que o governo nega constantemente a realidade cotidiana da população, quem trabalha com levantamento de dados está sendo execrado.

O chefe do executivo chegou a afirmar que a metodologia de cálculo de desemprego da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua estava errada. Tentou de todas as formas desmentir os dados de desmatamento da Amazônia que foram verificados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Sem mencionar a suspeição que instaurou acerca dos evidentes óbitos ocasionados por Covid-19. Quando os números ratificam a incompetência da gestão governamental, acabam sendo postos ou enquadrados como ‘fictícios’. Os coniventes com essa irresponsabilidade humanitária estão em festa.

Portanto, nosso país necessita mais do que nunca garantir informações fidedignas sobre a seara econômico-social da vida diária angariadas acertadamente pelo Censo, com o objetivo de que as pessoas, as organizações e as empresas possam tomar sensatas decisões calcadas na realidade, senão continuará nessa ignóbil penumbra que estamos vivenciando cotidianamente. A afeição pela Democracia anda cada vez mais rarefeita por aqui, devido à antinomia beligerante que se estabeleceu com o real que está sendo arbitrariamente denegado.

Censo, Confiança e Limpidez nos dados governamentais – a população clama por isso! E você, caro leitor?

Autor

Igor Salmeron

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