Crédito popular em alta indica que a economia está resistindo

Anderson Christian

christianjor@gmail.com

As iniciativas de crédito popular, simplificado e de acesso facilitado ao máximo são de tal importância que fizeram o criador do chamado microcrédito, o economista e banqueiro nascido em Bangladesh, Muhammad Yunus, ganhar do Prêmio Nobel da Paz em 2006. Ele é o fundador do Grameen Bank e de outras 50 empresas em Bangladesh, a maior parte delas como negócios sociais. Mas foi o crédito popular realizado através da modalidade de microcrédito que o levou a honraria mundial. Por isso é sempre bom estar atento aos movimentos que ocorrem com esse tipo de crédito. Sim, porque está no chamado giro dele um termômetro bem interessante da expectativa de parte importante da população em relação a economia. E nem pense você, leitor e leitora, que por se tratar de uma forma de crédito que privilegia os mais pobres que isso significaria ser uma espécie de crédito menos “nobre”. Muito pelo contrário, uma vez que os tomadores de microcrédito, historicamente, têm uma adimplência muito alta e, quanto mais empréstimos desse tipo são realizados, mais é possível dizer que a confiança de maior parte da população está em alta, pois só toma o dinheiro junto as instituições bancárias quem acredita que terá como honrar as parcelas de pagamento, ora pois! Por isso que a notícia oferecida pelo Banco do Nordeste acerca de sua modalidade de microcrédito, o Crediamigo, são bastante alvisdareiras. Vejamos: segundo informa a comunicação da instituição financeira, o Crediamigo Banco do Nordeste, programa de microfinança urbana, já investiu, nos primeiros cinco meses de 2021, o total de R$ 5,20 bilhões, valor correspondente a 1,82 milhão de operações contratadas. Os empréstimos têm ticket médio no valor de R$ 3 mil e beneficiam microempreendedores de toda a área de atuação do BNB – os nove estados do Nordeste e o norte de Minas Gerais e do Espírito Santo. Mesmo com o desafio da pandemia, de janeiro a maio deste ano, o Crediamigo registrou incremento de 12,38% no número de operações em relação a igual período do ano passado, quando foi contratado 1,62 milhão de empréstimos. Já o crescimento em termos de valores foi de 32,05%, números que destacam o Banco do Nordeste como o maior agente econômico indutor do empreendedorismo na Região. Em Sergipe, os investimentos do programa no mesmo período registraram R$ 198,8 milhões, para o total de mais de 83 mil operações. Isso representa, em termos de valores, acréscimo de 55,66% no valor aplicado e incremento de 31,20% no número de empréstimos em relação a igual período de 2020, quando foi desembolsado R$ 127,7 milhões e foram contratados mais de 63 mil empréstimos. “Este ano temos registrado resultados históricos em Sergipe. Além do crescimento no montante e no total de aplicações, superamos a marca de 100 mil clientes. O investimento na economia local reforça a importância do programa como ferramenta de fomento das atividades produtivas, uma vez que milhares de famílias são beneficiadas, por meio da geração e aquecimento de inúmeras oportunidades de negócios”, diz o gerente estadual do Crediamigo em exercício, José Álysson Torres dos Santos, conforme informa a comunicação oficial do Banco do Nordeste. E para se ter uma ideia do impacto que esse tipo de crédito causa na economia como um todo, vale a pena saber que o Crediamigo Banco do Nordeste, criado em 1988, é o maior programa de microfinança urbana da América do Sul, já beneficiou mais de 2 milhões de empreendedores por meio de crédito orientado e tem 2,3 milhões de clientes, com carteira ativa de R$ 7,35 bilhões. O programa financia capital de giro e investimento para micro e pequenos empreendedores, individuais ou em grupo, com crédito que varia de R$ 100 a R$ 21 mil. Portanto, mesmo em meio a esse período pandêmico tão preocupante, uma notícia como essa, que destaca o crescimento do microcrédito do Banco do Nordeste em toda a sua área de atuação, com destaque para Sergipe, é aquela famosa luz no fim do túnel que todos nós estamos procurando em relação a economia. Que prossiga assim!

Cesta básica

Análise realizada pelo Boletim Sergipe Econômico, parceria do Núcleo de Informações Econômicas da Federação das Indústrias do Estado de Sergipe (FIES) e do Departamento de Economia da UFS, com base nos dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), revelou que, em maio de 2021, o valor médio da cesta básica na capital sergipana ficou em R$ 468,43. No comparativo com o mês imediatamente anterior, abril último, observou-se redução de 0,3% no custo do conjunto de alimentos essenciais.

Boa!

Preocupado com o ritmo da vacinação em Aracaju e com o objetivo de buscar informações sobre quais serão os próximos passos a serem tomados, o vereador Ricardo Marques (Cidadania) apresentou um requerimento pedindo informações detalhadas sobre o Plano Municipal de Vacinação Contra Covid-19 da Secretaria Municipal da Saúde para os grupos sem comorbidade.

Boa! 2

De acordo com o parlamentar, a sociedade aracajuana não dispõe de uma previsão sobre as datas de vacina para as próximas idades. “Chegamos agora na etapa de vacinação aos grupos sem comorbidade, que segue em idade decrescente, mas não existe um planejamento definido com a previsão com uma data para vacinação das idades seguintes”.

Boa! 3

E o parlamentar prossegue. “Acredito que seja importante que a secretaria divulgue pelo menos uma expectativa para as idades até 18 anos, como outras cidades já fizeram”. O Plano de Vacinação disponibilizado pela prefeitura foi elaborado em janeiro de 2021 e teve a última atualização no início de fevereiro.

FRASE

“Acredito ser importante que se divulgue pelo menos uma expectativa para as idades até 18 anos”

Ricardo Marques, ver. de Aracaju

Sobre Secretaria de Saúde divulgar previsão de vacinação

Autor

Anderson Christian

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