Maria Virgínia Leite Franco: Instrumento da Bondade em Sergipe

No último dia 05.06.2021, Sergipe e o Brasil registraram a data de sete anos do falecimento de Maria V. Leite Franco, um dos Seres Humanos mais admiráveis que o cenário sergipano já viu aflorar em seu fascinante seio. Dona Gina, como era carinhosamente conhecida, estreou num dia 10 de março do ano 1917. Mulher amorosa foi uma genuína mãe para os mais necessitados. Poderia até ser pequena na estatura, mas possuía um coração enorme, caracterizado pela infindável solidariedade e, sobretudo, pela pureza da alma refletida no modo como criou a sua Família nos moldes da retidão, ética e grandeza de caráter.
Os gestos de humildade, benevolência, sensatez se tornaram alguns dos atributos mais perceptíveis na sua afetuosa personalidade. Desde cedo, circulou pelos círculos do poder em Sergipe, com atuação exemplar tanto na ambiência política quanto na empresarial no contexto da segunda metade do Século XX até os primeiros anos desta hodierna Era. D. Gina adveio de família tradicional, era dedicada filha do pioneiro médico e político, Augusto C. Leite – figura que revolucionou a prática médica moderna sergipana, ele fundou no ano de 1926, o mítico Hospital de Cirurgia.
Uma das coisas que mais se realçava em D. Gina era a descomunal modéstia, atendia a todos sem distinção. Ela foi esposa, mãe e sogra das mais ideais, casou no ano de 1940 com o saudoso e respeitado, Augusto do P. Franco – empresário e político mais influente de Sergipe no século XX. Dessa bela união de 63 anos resultou a insigne dinastia familiar de nove filhos: Albano, Walter, Amélia, Maria Clara, Marcos, Osvaldo, Ricardo, além de Antônio Carlos e Augusto César Franco já falecidos. Maria Virgínia sempre foi uma Mulher determinada, atuante e possuía sublime religiosidade.
A eterna Primeira-Dama de Sergipe era pessoa boníssima, de fino trato sabia conviver de maneira tolerante com lados contrários. Das inúmeras ações que perduram como seu legado humanitário, podemos elencar: criação do Núcleo de Trabalho Comunitário de Sergipe, o que fomentava a formação profissional das pessoas. Dirigiu a antiga Legião Brasileira de Assistência, até então a maior agência de serviço social do Brasil, que ofereceu incondicional apoio aos desamparados. As ponderações de Dona Gina foram pontilhadas pela ternura, amor e empatia em prol da comunidade.
O espírito mais altivo de Sergipanidade reside indiscutivelmente no legado que Dona Gina nos deixou, com todo seu zelo e afeição ao próximo. Apesar de ter sido esposa e mãe de Governador, jamais se deixou contaminar por mesquinhas vaidades. Muito pelo contrário, cada vez mais se mostrava como uma pessoa simples e que gostava de estar em contato com a população. É unanimidade: afortunadas são as pessoas que puderam conviver com ela, pois contagiava a todos com seu jeito alegre e sereno de enxergar a vida. Sua prioridade era ajudar os entes queridos e todos que a procuravam.
Portanto, uma grande humanista tão rara nos dias de hoje, pessoa bela por dentro e por fora, um Ser angelical. É ainda Luz de beneficência que resplandece para todos ao redor. Cumpriu muito bem o seu fundamental papel aqui na Terra. Os ensinamentos de Deus tiveram em Dona Gina seu ardoroso estandarte, pois está para nascer uma Mulher de bondade inquebrantável como a dela. Sergipe, o Brasil a enaltece e glorifica. Podemos ter essa indubitável certeza: lá do céu, Maria Virgínia Leite Franco continua fazendo por todos os sergipanos!

Autor

Igor Salmeron

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