Novo ano com velhos problemas

Não gostaria de começar a primeira coluna do ano falando dos mesmos problemas do ano que passou. Porém, a realidade é muito mais imperiosa. Continuamos vivendo no mundo inteiro com a pandemia do coronavírus, e no Brasil não é diferente.

Não bastasse o surgimento da variante ômicron, ainda temos um surto violento do vírus Influenza H3N2.

Chegamos no início desta semana a ter mais de 2 milhões de infectados por dia no mundo, e nos Estados Unidos mais de 1 milhão e 200 mil casos. Importante registrar que neste momento no hemisfério norte é inverno, com temperaturas que variam até 20 graus celsius negativos.

No Brasil após os festejos de final de ano já provocaram um aumento considerável de casos e o aumento de ocupação de UTI’s.

Monitoramento no período de 01/12/2021 a 08/01/2022 demonstram que 98,7% das amostras analisadas indicam a infecção pela variante ômicron. O monitoramento feito pelo Instituto Todos pela Saúde vem mostrando a rápida evolução dessa nova fase da pandemia.

Uma consequência desta nova fase está no elevado número de voos cancelados por infecção de tripulantes das companhias aéreas, hospitais e postos de saúde estão com equipes reduzidas por infecção de seus servidores.

O que assusta é pensar que se não houver consciência de todos da prevenção e da vacinação, inclusive das crianças de 05 a 11 anos, após o carnaval poderemos chegar no Brasil ao mês de março a cerca de 2 milhões de casos por dia.

O mais preocupante é que essa elevada infecção poderá chegar exatamente no período das viroses e síndromes gripais aumentando a procura por atendimento médico nos postos de saúde, UPA’s e hospitais, isto poderá levar a colapso o sistema de saúde público e o privado, como já vem acontecendo na Europa e nos Estados Unidos.

O fato da ômicron não ser tão letal não é um alívio, a variante é altamente transmissível e pode ser muito grave para aqueles que não tomaram a vacina ou os que não completaram o esquema vacinal.

Pais vacinem os seus filhos. Vacinem-se todos.

Não ouçam as mentiras que estão na internet e nem os discursos de lunáticos de plantão.

O grande desafio é saber como iremos sobreviver após o carnaval. Informações já se tem bastante, espera-se que as notícias falsas e o negacionismo não comprometam mais a saúde do povo brasileiro. Isso já seria de bom tamanho.

Autor

José Anselmo de Oliveira

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