Números da Covid-19: hora de separar o joio do trigo

Anderson Christian

christianjor@gmail.com

Chegamos a um momento crucial da pandemia do novo coronavírus: exatamente aquele em que se processa a reabertura gradual das atividades econômicas ditas não-essenciais. E o instante se torna ainda mais complexo porque, no bojo da reabertura, vem também o aumento de testes, que, desde o início do período pandêmico, vinham timidamente ocorrendo, uma vez que não haviam testes suficientes para atender a demanda mundial. Com a redução dos casos nos países que primeiro foram afetados, os testes começaram a “sobrar” e, com isso, chegam em maior número ao Brasil. Não é diferente em Sergipe. Mas, mais uma vez, assistimos ao triste espetáculo da utilização política – ou melhor, politiqueira – de um problema de saúde pública mundial. É que o comércio sendo retomado junto ao aumento de testes, o que se vê é uma grita geral de opositores em geral, especialmente em relação as administrações municipais, “acusando” gestores de não estarem fazendo nada para impedir o aumento de contaminados. Ora, isso é uma tremenda bobagem! O isolamento social, em maior ou menor grau, fez sua parte quando retardou a contaminação em massa, o que levaria a saúde pública e privada ao estrangulamento. E a utilização politiqueira do aumento de casos positivados? Nesse caso, além de bobagem, se trata de crueldade por parte de quem age assim. E é simples explicar isso: para não haver mais casos bastaria fechar o comercio para todo o sempre? Lógico que não, pois sem vacina, o contágio seguira ocorrendo, ainda que de forma mais lenta como se viu até agora. Então, para aclamar os opositores, o coreto seria testar menos, para se ter menos casos descobertos de infectados? Claro que não também! E aqui é que entra a crueldade: se testasse menos, os opositores diriam que o número não é real. E se testando mais, os opositores seguem dizendo que não se fez nada. É a tal da sinuca de bico, não se fará nada certo para a oposição. Mas, e a população, aonde fica nisso tudo? Simples: o povo tem que estar atento as ações macro, especialmente a quantidade de testes que os gestores estão fazendo, para saber separar o joio do trigo, as situações realmente preocupantes daquelas em que gente irresponsável prega o terrorismo para tentar se dar bem nas urnas. Simples assim!

Sigam fortes

Sem entrar no mérito de municípios que parecem ter parado no tempo em termos de testagem para o novo coronavírus, a coluna separou quatro exemplo de quem tem testado muito e, por isso mesmo, tem visto o número de casos positivos crescerem, sem que isso signifique que não houve atuação firme no combate ao vírus e na educação das pessoas. O primeiro caso é o próprio Governo do Estado. Belivaldo Chagas doou milhares de testes aos municípios e tem incentivado que se teste, teste e teste cada vez mais pessoas. Aí cai na crítica rasteira de quem não está nem aí para a população e só pensa nas eleições. Mas é bom lembrar: quem é testado e positivado, vai para isolamento e reduz as chances de contagiar outras pessoas.

Sigam fortes 2

E assim chegamos aos municípios, dos quais destacamos três, justamente pela alta testagem da população. e, mais uma vez, a coluna não entrará no mérito dos municípios que pouco andam testando, eles que se vejam com o Ministério Público e, mais tarde, com a história, certo? Mas merecem destaque Edvaldo Nogueira, em Aracaju, Gilson Andrade, em Estância, e Valmir de Francisquinho, em Itabaiana. Esses três gestores tem tido a coragem de testar muito a população de seus municípios, com isso têm tido um aumento progressivo nos casos positivados e, de forma torpe, canalha até, das críticas de seus opositores, sempre mais preocupados com as eleições do que com as populações. Assim, na modesta opinião da coluna, Belivaldo, Edvaldo, Gilson e Valmir, sigam firmes e fortes, pois a história fará justiça a atitude corajosa de enfrentar as críticas com um trabalho que fará a diferença quando o assunto for as vidas salvas. Sem mais!

Bem lembrado

O vereador Elber Batalha (PSB) apresentou uma indicação na Câmara Municipal de Aracaju (CMA) para que a Prefeitura crie um Auxílio Emergencial para os permissionários do transporte escolar de Aracaju. O parlamentar justificou que após a Portaria nº544/2020, do Ministério da Educação (MEC), que possibilitou que escolas, universidades e faculdades do Brasil continuem funcionando de forma telepresencial até o dia 31 de dezembro de 2020, a criação desse auxílio se torna indispensável.

Bem lembrado 2

E Elber Batalha acerta na mosca ao relatar a situação desses profissionais tão necessários e importantes dentro do sistema educacional vigente até o início da pandemia. “Esses pais e mães de família ficarão sem ter uma fonte renda para seu sustento familiar até o final do ano por conta dessa portaria do MEC. Por isso, o nosso pedido para que os motoristas de veículos de transporte escolar de nossa capital tenham essa ajuda financeira de forma urgente, e suas famílias não passem necessidades pela falta de uma fonte de renda”, justificou.

FRASE

“Continuar analisando números e se houver necessidade, a gente anuncia o que vai fechar e não mais abrir”

Belivado Chagas, gov. do Estado

Sobre possibilidade de recuar na retomada da economia

Autor

Anderson Christian

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