- 06/07/2019 - 10:00

Oposição: com personalidade, mas sem personalismo



Uma situação bem interessante vem se desenhando no quadro político sergipano desde que começou o atual período legislativo, especialmente na Alese. A coluna fala do surgimento do G4, composto pelos deputados estaduais e Samuel Carvalho, Georgeo Passos e Kitty Lima, todos do Cidadania, e Rodrigo Valadares, este do PTB. Todos têm idade aproximada, ali por volta dos 30 anos – o colunista, que em muitas coisas ainda é “old school”, não seria deselegante de revelar a idade individualmente, ok? –, com pegadas bastante semelhantes na condução de seus mandatos, encontraram, de fato, mais convergências ao se unirem na Alese em uma espécie de bloco informal. E eles dão mesmo a “cara à tapa”, com o governador Belivaldo Chagas (PSD) e mesmo o vice da Casa, Francisco Gualberto (PT) já terem até “pegado ar” com as duras críticas proferidas pelo grupo e que, na opinião do colunista, são duras, mas não são baixas ou sem razão de ser. Diante desse desempenho proativo neste primeiro semestre, muitas possibilidades passaram a ser aventadas para os quatro integrantes do G4. Kitty e Georgeo parecem mais focados em fechar bem o atual mandato e, com isso, alçarem vôo rumo à Brasília em 2022. Já Samuel e Rodrigo parecem dispostos a encarar as urnas já no ano que vem. Enquanto Samuel Carvalho deve mesmo ser candidato a prefeito de Socorro, inclusive com forte movimentação de bastidores para que ele seja o nome da oposição ao atual gestor, Padre Inaldo (PCdoB), Rodrigo Valadares dá toda a pinta de que encarará a disputa em Aracaju, na tentativa de suceder o atual prefeito, Edvaldo Nogueira (PCdoB). Mas mais do que essas movimentações, o que de fato chama a atenção é que os quatro, de maneira inédita, vão se configurando como líderes oposicionistas em Sergipe. Não aquela antiga liderança que precisava de um nome específico para ser referenciada. Mas uma oposição compartilhada, em que quatro nomes, cada um ao seu modo, atraem para si responsabilidades oposicionistas numa boa, sem guerra de egos e sem que ninguém pareça querer suplantar o outro. O que pode acontecer daqui pra frente a partir desse novo formato de se opor aos governos vigentes? Como diria o poeta, “se avexe não/que amanhã pode acontecer tudo/inclusive nada”. Mas não deixa de ser salutar ver os nomes do G4 crescendo, individualmente, mas sem perderem de vista que, em tempos bicudos para a política e para os políticos, uma oposição compartilhada, sem a figura do “líder oposicionista” como prioritária, pode ser a catapulta que impulsionará essa mesma turma em direção ao comando. Porque, na boa?, oposição boa é aquela que, abertamente, diz que quer chegar ao poder para fazer do seu jeito, pois o jogo a ser jogado é esse. É por aí…

Agora vai

Em entrevista exclusiva ao Correio de Sergipe, que pode ser lida na página aí do lado, o deputado federal Laércio Oliveira (PP) disse com todas as letras que a reforma da Previdência vai a plenário já na semana que vem, em primeira votação. E na semana seguinte, se tudo correr bem, já vai para a segunda votação. Já não era sem tempo. O País está parado, aguardando essas benditas votações!

Encontro de gigantes

Eles administram as duas maiores cidades sergipanas, Aracaju e Socorro. Por isso mesmo têm mais é que dialogar, sempre! Por isso que os prefeitos Edvaldo Nogueira e Padre Inaldo se reuniram na tarde da sexta, 5. Na pauta, questões administrativas, como o consórcio do transporte metropolitano da Grande Aracaju, e política. Os dois gestores das maiores cidades sergipanas são do mesmo partido, o PCdoB. Edvaldo já declarou publicamente que poderá deixar o partido.

Encontro de gigantes 2

“Nós discutimos a situação dos nossos municípios, como a gente pode, cada vez mais, integrar Aracaju, Nossa Senhora do Socorro e as cidades vizinhas. Conversamos também sobre a necessidade de dar maior celeridade ao processo do consórcio de transporte na Grande Aracaju e, obviamente, conversamos sobre nosso partido, e também sobre um pouco da política”, disse Edvaldo.

Muita calma…

A notícia de que o vereador Thiaguinho Batalha (PMB) foi detido por estar dirigindo embriagado não é legal sob nenhum ponto de vista. Mas é interessante observar que o parlamentar não tentou dar a famosa “carteirada” e que se negou a fazer o exame do bafômetro admitindo que havia bebido. Claro que muita gente vai detonar o cabra pela ação inconsequente.

…Nessa hora

Mas aí entra aquela questão da honestidade, que tem a ver com admitir o erro. E isso ninguém tirará de Thiaguinho, pois ele é pessoa pública e nem por isso se escondeu por trás de um mandato para tentar se safar da situação, de fato, constrangedora.

E então…

Olha lá André Moura, ex-deputado federal e presidente estadual do PSC, na crista da onda de novo. Na sexta, 5, viabilizou R$ 10 milhões para municípios sergipanos que haviam sido conveniados em 2017. Sem a ação de André, essa bufunfa toda voltaria para Brasília. Mandou bem!