Os 166 anos de Aracaju e a importância da ALCS para Sergipe

Na última quarta-feira, mais precisamente no dia 17.03.2021 nossa gloriosa capital sergipana Aracaju, completou seus 166 anos de vívidos anos de batalhas e glórias. Célebre por ser a capital da qualidade de vida, cidade caracterizada por marcantes cajueiros e papagaios nos presenteia com uma miríade de histórias que nos remonta ao tempo da sua fundação, na época do Brasil imperial. Aracaju foi vanguardista no quesito relacionado às primeiras cidades que foram arquitetadas em cenário nacional.

Outra curiosidade está ligada ao aspecto de estar próxima ao mar que fez com quê houvesse a facilitação de se escoar as safras de cana-de-açúcar por meio das suas estações portuárias. Nessa linha de levantamento histórico-sociológico, notamos que esse fator foi primordial para que Aracaju se tornasse capital de Sergipe em seu contexto datado pelo dia 17 de março de 1855.

Aracaju se observarmos com o devido afinco e sensibilidade, nota-se antológicos locais que faz rememorar o seu processo de evolução. Podemos exemplificar pela indelével Praça Fausto Cardoso, a marcante Ponte do Imperador, o clássico bairro Industrial e o germinante bairro Santo Antônio – este que é o mais antigo e tradicional logradouro da maravilhosa capital sergipana; foi onde tudo começou, pois Aracaju surgiu acertadamente nesta adjacência que abriga vetustas mansões e riquezas inestimáveis da nossa extraordinária cultura e de onde claro, se tem uma vista privilegiadíssima do cenário aracajuano.

Foi só para citar alguns dos locais que oferecem a nós e todos os turistas uma diversidade torrencial de capítulos históricos e, sobretudo, conhecimento que se mobilizou ancorado nesses vitalícios espaços que garantem a manutenção vivaz da nossa tradição cultural. Àquele atracador que ficou afamado como sendo a ‘Ponte do Imperador’, no contexto de chegada do Imperador Dom Pedro II, se revela até hoje paisagem de representatividade sem precedentes. Claro que não pode ser deixado de mencionar também a fantástica Orla de Atalaia, considerada como a orla mais bonita do Brasil.

A capital sergipana se edifica em Cultura, Diversidade e Beleza referenciais em todo panorama além-fronteiras. E ao falar de Cultura, não posso deixar de registrar no presente artigo que além dessa semana histórica para Sergipe, aconteceu um episódio importante que foi a minha posse como Membro Fundador vitalício da Cadeira de Número 14 no dia 19.03.2021, ocasião especial também pela celebração de São José – protetor da Sagrada Família. O Patrono da referida cátedra é o mítico Professor João Costa na proeminente Academia Literocultural de Sergipe (ALCS). Dito isto e em homenagem a Aracaju, a ALCS vem para se assomar com brilhantismo as mais das 30 arcádias institucionais e das Letras, já existentes em nosso Estado.

A ALCS que nasceu num dia 24 de outubro, cuja data marca o dia da Sergipanidade ratifica com altivez a sua já primordial importância na esfera cultural sergipana. Aqui aproveito para parabenizar com louvor as ideias visionárias da estimada Presidente Tânia Cristina dos S. Souza e, sobretudo, ao admirável Domingos Pascoal – um dos maiores precursores dos movimentos culturais e literários do nosso aclamado Estado.

Nesses dois reluzentes nomes, congratulo todos os Confrades e Confreiras. A ALCS, conhecida também como a Casa de Manoel Bomfim chega, em especial, acoplada a essa data histórica aracajuana para promover a nossa riquíssima Cultura, Artes, Ciências, bem como a Seara Literária em geral, resgatando biografias de vultosas figuras sergipanas que jamais devem ser olvidadas pelos ensinamentos, lições e serviços prestados a Sergipe.

Portanto devemos mais do que tudo neste momento de aniversário de Aracaju e, em específico, com a chegada da ALCS em ambiência sergipana valorizar sobejamente os nossos escritores, poetas, literatos, acadêmicos, artistas locais – pois se não fizermos isso, quem vai fazer? Fortalecendo a cultura telúrica, consolidamos a nossa própria História. Não é isso que nos faz ficar vinculados em prol da nossa identidade? Aqui fica a ensejada certeza de que toda a Sociedade sergipana saiba valorizar os seus. Que cultura respeitável é a nossa, somos afortunados.

Tenhamos consciência disso e ajamos cada vez mais para promover o bem comum!

* Igor Salmeron é Sociólogo, Doutorando em Sociologia pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia da UFS.

Autor

Igor Salmeron

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