Os nativos digitais ocuparão a Terra – por Antonio Samarone

Anderson Christian

christianjor@gmail.com

Desta feita, ao ler algo tão impressionantemente legal, a coluna nem vai se imiscuir ou contextualizar. Limita-se a reproduzir. “Sou da geração de 1954, nascemos em outro mundo. Cruzamos a segunda metade do Século XX, sob ventos e tempestades. Tudo o que era sólido se desmanchou no ar. O Vaticano II repaginou a igreja, a queda do muro acabou o comunismo soviético, mapeamos o genoma, a imagem virou digital, tudo virou mercadoria. A modernidade não cumpriu o prometido. A explosão tecnológica não trouxe nem felicidade, nem bem estar. O comunismo deu certo na China e a social-democracia nos países nórdicos. Somos da geração analógica, que entende o mundo por aproximações comparativas, por analogias. Acreditamos na intuição, no sexto sentido. A analogia é uma forma poética de conhecer as coisas, pois permite as subjetividades, os sonhos e os devaneios. O mundo digital é pão/pão, queijo/queijo. Tudo cartesiano. Não precisam dos sentidos. Por enquanto, bastam a visão e audição, sobretudo a visão. A realidade virou uma superposição de imagens. A inteligência artificial não precisa do tato, do paladar e do olfato. São sentidos que entraram em desuso. A lógica matemática prescinde dos cheiros. Os sentidos serão substituídos por chips interativos. O pensamento humano será direcionado para a dualidade produção/consumo. O resto é delírio. Essas alucinações quarentenárias foram despertadas pelo cheiro do cuscuz de milho ralado, que invadiu a minha viagem matinal pela Internet. Isso mesmo. Amanheceu chovendo e com uma graviana assoprando nos coqueiros. Um cheiro do cuscuz de milho ralado invadiu o meu escritório. O som do coco ralando, para se extrair o leite, deliciou os meus ouvidos. A cozinha está em festa. Comecei a viajar pela infância. Meu pai ralava o milho e o coco de madrugada. O velho cuscuzeiro de barro, borda alta e fundo mais estreito que a boca, a massa do cuscuz envolvida com um pano de algodãozinho, para facilitar a passagem do vapor. O cuscuzeiro se portava imponente nas trempes do fogão a lenha. A preparação era cuidadosa, lenta, com água e sal, meu pai ia machucando a massa até ficar com a pegajosidade necessária, nem solta, nem grudando nos dedos. A massa depois ficava descansando por um tempo certo. Vocês já encontram um cabelo da boneca do milho no cuscuz? Comecei a fazer analogias. O kuz-kuz é uma herança dos Mouros. Já era prato popular em Portugal, quando o Brasil apareceu no caminho das Índias. Dom Sebastião mandou servir cuscuz as tropas, na batalha de Alcácer-Quibir. O Brasil acrescentou o milho e o leite de coco. Gente, a geração analógica encontra poesia até no teimoso. Quando elogiávamos o cuscuz de papai, ele repetia cheio de humildade e sabedoria: “com leite de coco, se come até areia.” Como estudante universitário, morando na República Cebolinha, comi muito cuscuz, muito aqui é muito mesmo, pela manhã e pela noite, feitos por Dona Zefinha, uma eximia cozinheira. Mas nada como os cuscuzes de Seu Elpídio, em minha infância. Acho que não tenho mais tempo para mudar, continuarei com o velho pensamento analógico”. Antonio Samarone é médico sanitarista. E a coluna não tem nada mais a acrescentar ao que ele, fantasticamente, descreveu e escreveu. Alvíssaras, mestre Samarone!

Segue o fluxo

E nessa vibe de ler e se encantar com o que foi devidamente lido, o colunista, em meio a imensa profusão de publicações pós-convenções, elencou uma que, de fato, achou diferenciada. Leia o que publicou o pré-candidato a vereador de Aracaju, pelo DEM, Nelson Felipe. “O maior e mais apaixonante desafio da vida é viver! E fazer com que nossas ações, ao longo dessa jornada, se tornem verdadeiras missões, também é algo que, na minha visão, dignifica a existência, prestando reverência e agradecimento eterno a Deus Pai, Nosso Criador. Por isso que me empenho e me dedico ao máximo a tudo a que me proponho, pois isso, para mim, é o que representa viver!

Segue o fluxo 2

“Ditas essas palavras, que vieram num momento muito especial, depois de tantas emoções positivas e realizadoras ao longo deste dia, vou tentar ser direto e objetivo: estou pré-candidato a vereador de Aracaju, agora oficialmente homologado na convenção dos Democratas, ao lado da minha pré-candidata a prefeita, Georlize Teles, e do meu pré-candidato a vice, Cel. Péricles.

Segue o fluxo 3

“Sou Policial Rodoviário Federal aposentado com muita honra, comandei a SMTT durante 4 anos com muito orgulho, servindo ao povo aracajuano ao lado da maior figura pública sergipana em todos os tempos, João Alves. Atualmente, advogo por profissão e por amor à causas simples, mas muito necessárias: Justiça, direitos garantidos e oportunidades iguais para todos, sem exceção.

Segue o fluxo 4

Assim, de peito aberto, cheio de disposição e de coragem, inicio mais essa caminhada. E farei com todas as minhas ações, posturas, opiniões, compromissos e manifestações o que sempre fiz ao longo da vida: as transformarei em missões. Porque é dessa forma que encaro a vida e é desse modo que aprendi a viver. Que Deus proteja a todos nós!”. Na modesta opinião da coluna, Nelson Felipe mandou bem demais! Sem mais…

FRASE

“Farei com todas as minhas ações o que sempre fiz ao longo da vida: as transformarei em missões”

Nelson Felipe, pré a vereador de Aju

Externando o que sentiu após convenção do DEM

 

Autor

Anderson Christian

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