- 22/09/2019 - 05:00

Quando só o amor não é suficiente

“Eu Te Amo!” Talvez esta seja uma das frases mais ditas entre os casais e, ainda assim, uma das frases mais solicitadas pelas mulheres. Alguns homens, para evitar algum desentendimento, já ligam no automático e haja repetição de “Eu Te Amo” para manter o bom relacionamento.

O amor é explanado nos versos dos poetas, nas letras das canções de muitos compositores, expressado nas peças de teatro, nos filmes. Realmente, há poder no amor. Na Bíblia Sagrada aprendemos que o amor lança fora todo o medo. Aprendemos também que o amor é fundamento de tudo o que é bom, tanto que o apóstolo Paulo diz que “ainda que eu falasse a língua dos anjos, ainda que eu entregasse o meu corpo para ser queimado em sacrifício por alguém, se eu não tiver amor, de nada adiantaria”. Mas eu diria que existe uma situação em que o amor não adianta quase nada: é quando ele existe apenas nas palavras, não sendo acompanhado de atitudes. Então, nada resolve o “Eu Te Amo”, se não tem abraço, se não tem aconchego, sem que haja perdão, sem que haja segunda chance, se não dá passos na direção do outro. Ou seja, assim como a fé sem obras é morta, o amor sem atitudes é inócuo. O próprio Deus não ficou apenas nas palavras. E veja que as palavras de Deus são por si só poderosas, mas, ainda assim, Ele quis externar o seu amor. Talvez um dos versículos mais conhecidos da Bíblia seja esse que, na verdade, revela a essência de Deus: “Porque Deus AMOU o mundo de TAL maneira, que deu seu Filho Unigênito, para que todo aquele que n’Ele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). Ele amou o mundo e demonstrou esse amor sacrificando seu Filho por todos nós.

Cabe agora uma reflexão. Temos transformado em atitudes as nossas declarações de amor? Por isso, iniciei dizendo que há momentos em que só o amor não é suficiente, mas é preciso uma ação que testemunhe esse sentimento. Entendo que isso deva acontecer em todas as instâncias de nossa vida, em todos os tipos de relacionamento em que declaramos amor. Dizemos que amamos os nossos pais; então tenhamos ações de paciência, de atenção, de zelo e de honra para com eles. Se dissermos que amamos nosso cônjuge, então que demonstremos isso, abrindo mão dos nossos interesses egoístas e pensando na alegria e realização do outro. Amamos os filhos? Então que administremos nosso tempo de tal forma que eles tenham prioridade na nossa agenda. Cumprimos o primeiro dos mandamentos (amar o SENHOR acima de todas as coisas)? Pois, então, o sirvamos, procuremos atender a sua vontade estabelecida e anunciada para as nossas vidas, façamos coisas que o agradem. Só o amor não vai atender a necessidade da pessoa que amamos, mas, quando por causa desse amor eu me movimento, estendo a mão, tenho uma ação… Pronto! O meu amor me impulsionou. Pense e Repense!

Um forte abraço e até a próxima oportunidade se Deus disser que sim.