Rasiel Calasans: homenagem da prefeitura de Estância é justíssima

Anderson Christian

christianjor@gmail.com

Em tempos de notícias tão duras, de tanto sofrimento diante de tantas perdas por conta de uma pandemia que amedronta e aprisiona a todos, demonstrando sua face mais cruel na perda de vidas preciosas e insubstituíveis, além de deixar sua marca malévola também na queda drástica da atividade econômica que, por sua vez, ceifa empregos de cada vez mais pessoas, ver que todas essas dificuldades acabam encontrando eco, infelizmente, em uma face absurdamente terrível e desabonadora da conduta humana, neste caso o imbecilizante esticar de corda entre lados antagônicos da política, sendo que ambos estão de olho apenas e tão somente nas eleições de 2022, é decepcionante demais. Assim, para encontrar notícias que, oriundas da política e/ou das administrações públicas que mereçam uma análise que não se repita na crítica ou na cobrança, que seja um fato merecedor de um texto analítico, por parte da coluna, digno de rasgados elogios meritórios, é tarefa sempre complicada. Sim, porque praticamente nada acontece sem estar ligado a pandemia, e isso é compreensível, claro. Mas o ruim mesmo é ver que é cada vez mais raro termos acontecimentos que despertem esperança, fé em dias melhores e respeito a cada pessoa que, em suma e no somatório, é responsável por essa construção complexa, mas tão importante como é a vida em sociedade, a vida em comum que, queiramos ou não, é a única forma que nós temos de sobreviver e de superarmos as adversidades, tantos as individuais, como as coletivas, que a atualidade tanto tem nos imposto como desafios urgentes. Bem, mas essa introdução, meio que um desabafo, vem nesta edição da coluna justamente porque nesta segunda-feira, 3 de maio, um desses acontecimentos diferenciados aconteceu na cidade de Estância. E embora a motivação que gerou uma bela homenagem seja algo extremamente triste, uma perda dessas irreparáveis, o ocorrido, de forma singela e verdadeira, diz muito sobre como devemos trabalhar para os dias vindouros. O colunista, de forma sucinta, explica: no final de março deste ano uma notícia cortou o coração da população estanciana e de todos os que conheciam o grande fotógrafo Rasiel Calasans. Infelizmente ele decidiu nos deixar nesse plano terreno – e isso também se liga, de alguma forma, à estes tempos pandêmicos e o agravamento de casos de depressão. Rasiel, para Estância, é o que poderíamos nominar de “testemunha ocular da história” literalmente. Sob suas lentes, pelos menos três décadas inteiras da vida estanciana passaram. E sua partida prematura e, ao mesmo tempo, absolutamente inesperada, passava a exigir que algo a altura de sua história fosse feito. Mas como fazer isso em meio a tantos protocolos sanitários, a tantas medidas restritivas e necessárias? Pois bem, a prefeitura de Estância, através de sua secretaria de Cultura e Turismo, que acontece nesta terça, 4 de maio, preparou uma programação diferenciada, com lives e outras ações. Mas, dentro delas, lançou o Salão de Fotografias Estância, premiando fotógrafos por imagens por eles captadas que melhor representassem a chamada “estancianidade”. Acontece que essa programação já estava encaminhada antes do fatídico passamento de Rasiel. Mas o prefeito Gilson Andrade (PSD) interviu e, enfim, o evento fotográfico – que merece por demais se tornar perene e tradicional – passou a ser o Salão de Fotografias Estância Rasiel Calasans dos Santos. É simples? É! É singelo? É! E é verdadeiro? Pode ter certeza, leitor e leitora, de que é verdadeiro sim! Por isso que, parabenizando Estância pelo aniversário e seu gestor pela sensibilidade, que a coluna se encerra nesta edição também em forma de homenagem: valeu, Rasiel! Pois a frase escolhida para substanciar o Salão de Fotografias Estância Rasiel Calasans dos Santos é a melhor tradução para toda sua trajetória: “Fotografar é uma arte que deixa saudades!”.

Pedala, André!

Deu na coluna do grande Diógenes Brayner. “O ex-deputado federal André Moura (PSC) conversou na sexta-feira (30), via telefone, com o secretário geral do Governo, José Carlos Felizola, e o governador Belivaldo Chagas (PSC), que estavam em Simão Dias, sobre o projeto de construção da Primeira Ciclovia Interestadual, ligando Aracaju a Salvador, através da Linha Verde.

Pedala, André! 2

“Belivaldo Chagas gostou do projeto e se colocou à disposição, para tratar deste assunto em Brasília, deixando claro que Sergipe abraça o projeto e vai trabalhar para que se realize como um dos pontos de atração turística. O secretário de Governo, José Carlos Felizola, já vai tratar diretamente do assunto com o secretário de Turismo, Salles Neto, para levar adiante o projeto.

Pedala, André! 3

“O deputado federal Fábio Mitidieri (PSD) também se colocou à disposição para trabalhar pela ciclovia interestadual, assim como o deputado federal Gustinho Ribeiro (SD), que já começa a atual na área federal para concretização do projeto”. Todos juntos e misturados, é isso?

Falando nele..

O deputado estadual Luciano Bispo (MDB) foi entrevistado no início da tarde da sexta-feira (30), na SIM FM de Carmópolis, pelo radialista George Magalhães, e foi questionado se estava lançando uma pré-candidatura de André Moura para o Senado dentro da base governista, e ele disse que “eu não posso lançar pré-candidatura de André! Agora se ele for, eu não faço nenhuma objeção! É evidente que sou um homem de grupo, vou ouvir Belivaldo Chagas (PSD), Jackson Barreto (MDB), Laércio Oliveira (PP) e Ulices Andrade, mas se André vem para somar, acho que é bom para todos”.

FRASE

“Não posso lançar pré-candidatura de André! Agora, se ele for, eu não faço nenhuma objeção”

Luciano Bispo, dep. estadual

Sobre André Moura vir a ser candidato pela base governista

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Anderson Christian

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