Tenho cálculo renal, e agora nutri?

Quando o assunto é cálculo renal, fico muito à vontade para falar, já que sofri desse problema por muitos anos.
Se você descobriu que está com cálculo renal, primeiramente, calma!
Cálculo renal ou pedra no rim são formações endurecidas nos rins ou nas vias urinárias, resultantes do acúmulo de cristais existentes na urina. Sua presença pode passar despercebida, sem sintomas e pode permanecer assim por meses ou anos, mas pode também provocar dor muito forte, e quando falo “dor”, estou me referindo àquela dor que na maioria das vezes só passa com medicação forte na veia. Ela começa nas costas e se irradia para o abdômen em direção à região inguinal. No entanto, existem outros sintomas que podem estar associados ao cálculo renal, como: vômitos e febre; sangue na urina; suspensão ou diminuição do fluxo urinário; necessidade mais frequente de urinar e infecções urinárias.
O cálculo renal pode ser diagnosticado por raio X de abdômen, ultrassom ou pela urografia excretora. Os exames de imagem são importantes porque além de mostrarem onde estão localizados, eles também mostram o tamanho do cálculo, que a depender do diâmetro, pode ser expelido ou talvez seja necessário fazer cirurgia.
Ao contrário do que se recomendava no passado, durante as crises deve ser evitada a ingestão exagerada de líquidos. Líquido em excesso pode aumentar a pressão da urina no rim e, consequentemente, aumentar as dores.
Existem quatro tipos mais comuns de cálculo renal. São eles: cálculo de cálcio (é o mais frequente), cálculo de cistina, cálculo de estruvita e o cálculo de ácido úrico, que é mais comum em pacientes do sexo masculino.

Fatores de risco
Alguns fatores são considerados de risco, pois contribuem para o surgimento do cálculo renal. Veja alguns:
– Histórico familiar;
– Deixar de beber a quantidade de água indicada todos os dias;
– Ingestão de álcool, especialmente as bebidas fermentadas como a cerveja;
– Dietas ricas em proteína, sódio (sal) ou açúcar;
– Doenças do trato digestivo ou outras como: acidose, lesões renais tubulares, cistinúria, hiperparatireoidismo, doenças no trato urinário.
A intervenção nutricional tem papel importante na prevenção e controle de ocorrências em pacientes com cálculo renal, pois alguns nutrientes influenciam na composição da urina e funcionamento renal, agindo como promotores ou inibidores da formação de cálculos.

Recomendações nutricionais
A dieta deve ser pobre em sal e proteínas e bastante rica em líquidos. Para verificar se está ingerindo a quantidade de água suficiente preste atenção à urina que deve estar clara, límpida e sem cheiro forte.
Existem vários tipos de cálculo renal e o tratamento pode variar de acordo com cada tipo, sendo mais comum os cálculos compostos por oxalato de cálcio. O excesso de consumo de alimentos ricos em oxalatos ou cálcio, por exemplo, favorece o aparecimento desse tipo de pedra.
A depender do seu caso, a suplementação de magnésio pode ajudar bastante na prevenção do surgimento dos cálculos renais. Converse com seu nutri sobre a melhor estratégia para você.
Alimentos indicados
Alimentos ricos em água, alimentos frescos, legumes, vegetais e gorduras boas, como castanhas, amêndoas, nozes, azeite e peixes, como atum, sardinha e salmão. Além disso, os suplementos alimentares só devem ser utilizados de acordo com a recomendação do seu nutricionista. Continue alimentando-se de comidas ricas em cálcio, mas cuidado com suplementos. É essencial manter os níveis de cálcio no sangue estáveis.

Alimentos que devem ser evitados
– Ricos em oxalato: amendoim, ruibarbo, espinafre, beterraba, chocolate, chá preto, batata doce, café e refrigerantes à base de cola;
– Sal e alimentos ricos em sódio, como temperos em cubos, molho de soja, molho inglês, fast food, comida pronta congelada
– Proteína em excesso, sendo necessário ter orientação do nutricionista para usar suplementos proteicos;
– Carnes processadas, como salsicha, linguiça, presunto e mortadela;
– Suplementos de vitamina C;
– Suplementos de cálcio.
Uma dica boa para evitar a formação da pedra nos rins é cozinhar os vegetais ricos em oxalatos duas vezes, jogando fora a água do primeiro cozimento.

Antes de começar qualquer tratamento dietético, sempre consulte seu nutricionista para saber qual a melhor forma e estratégia nutricional para resolver o seu problema. E lembre-se sempre: Dieta só com nutricionista!
Abraço do nutri e até a próxima!

Autor

Décio Santos

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