Themis é sergipana

É de conhecimento consensual público que o histórico Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe é considerado com louvor um dos melhores Tribunais de Justiça do Brasil; por meio de levantamentos histórico-sociológicos que pude realizar, nota-se que o idôneo Judiciário sergipano é o mais célere do país. O TJSE é líder em eficiência entre os tribunais estaduais – ao colhermos dados junto ao Conselho Nacional de Justiça, fica ratificado que a Justiça sergipana possui a proeza de ter o menor tempo médio de tramitação processual.

Este egrégio resultado, dentre outros, auferidos no CNJ, aponta sem sombra de dúvidas, de que o TJSE se mostra como o mais competente do Brasil, se comparado o panorama do trabalho e os prolíficos resultados de produtividade da Justiça brasileira. Dito isto, Themis, a filha de Urano, Deus do Céu, e de Gaia, Deusa da Terra, cuja majestosa origem nos remete a mitologia grega, personifica a ordem, a lei e é a protetora dos oprimidos, genuína personagem colossal, assim como o foram e continuam sendo as principais figuras do Direito em nosso respeitável Estado.

Nada mais apropriado que invocarmos os principais vultos do passado e do presente nesses quase 128 anos desde a fundação do TJSE; criado pela Constituição Estadual no dia 18 de maio de 1892, sob a designação de Tribunal de Relação, este sendo instalado em 29 de dezembro de 1892, em sessão esplêndida no Palacete da Assembleia Legislativa. A viabilização de um curso superior jurídico se deve a vultosos pioneiros na área do Direito sergipano; entre os quais devemos realçar a imprescindível importância que teve a fundação da Faculdade de Direito de Sergipe. Esta ideia desbravadora foi concebida por verdadeiros docentes visionários na década de 1950, sendo responsáveis também pela própria germinação da Universidade Federal de Sergipe, em 1968.

Por meio da pesquisa levantada acerca das emblemáticas Atas de Fundação e Instalação da FDS em Sergipe, temos os seguintes egrégios nomes que devem ser alçados com toda digna consagração em nosso Estado: Manuel Cabral Machado, Francisco Leite Neto, José Dantas Prado, Gonçalo Rollemberg Leite, Hunald Santaflor Cardoso, José Silvério Leite Fontes, José Bonifácio Fortes Neto, José Gilton Pinto Garcia, Artur Oscar de Oliveira Deda, José Anderson Nascimento, Osman Hora Fontes, Luiz Garcia, Armando Rollemberg Leite dentre outros que souberam exercer o Direito como a mais nobre missão das suas vidas, fazendo valer na prática diuturna que a Justiça é o fundamento da sociedade.

Em nossos dias hodiernos, podemos citar dentre alguns que exercem e/ou exerceram o Direito nessa mesma ilibada linha de guardiões dos juramentos dos homens e da lei, os quais possuem ilustração, serenidade, retidão, independência e bondade em seus íntegros atos: Osório de Araújo Ramos Filho, Cezário Siqueira Neto, Edson Ulisses de Melo, Clara Leite de Rezende, Iolanda Guimarães, José Artêmio Barreto, Claudio Dinart Déda Chagas, Ana Lúcia Freire de Almeida dos Anjos, Alberto Leite, Luiz Antônio Araújo Mendonça, José dos Anjos, Manoel Costa Neto, José Anselmo de Oliveira dentre diversos que enxergam na briosa profissão do Direito, o dever divino que edifica a consonância social. Conclui-se que o Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe não existe simplesmente; ele é inconfundível no Brasil e confirma que, sem dúvida alguma, Themis é sergipana.

 

 

Autor

Igor Salmeron

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