- 16/09/2019 - 17:05

Tudo vale a pena…

É com essa frase de Fernando Pessoa que convido você a refletir sobre algumas questões extremamente importantes para a nossa vida.

Qual a verdadeira intenção do nosso coração nas coisas que fazemos? A pergunta se justifica pelo fato de que todas as nossas ações se principiam exatamente aí, afinal de contas as intenções antecedem nossos atos. Acredito que se conseguirmos ter a sabedoria necessária para analisarmos o nosso “coração” antes de determinadas atitudes, teremos uma probabilidade muito maior de acertar nas nossas ações, otimizando-as de tal forma, que o resultado será surpreendentemente bem-sucedido. É isso que o poeta quis dizer com “Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”, ou seja, ele estava, com isso, valorizando as intenções mais do que as ações e, conseqüentemente, seus resultados.

Fico maravilhado quando qualquer pensamento, aparentemente, ou altamente, ou puramente filosófico, encontra respaldo e sustentação na Palavra de Deus, ou seja, na Bíblia Sagrada. Jesus disse assim: “O homem bom tira coisas boas do bom tesouro que está em seu coração, e o homem mau tira coisas más do que está em seu coração, porque a sua boca fala do que está cheio o coração” (Lucas 6:45). Isso quer dizer o seguinte: o que falamos (assim como as nossas atitudes) nasce no coração, no íntimo do homem. Portanto, se conseguirmos administrar melhor o nosso coração, ou a nossa alma, como queiram, teremos uma vida de atitudes mais corretas e sinceras e, com certeza, machucaremos menos as pessoas a nossa volta. Porém, há de se ter outros cuidados, pois tenho certeza que Fernando Pessoa, fazendo uso dos exageros permitidos aos poetas, não quis dizer que apenas as boas intenções vão conseguir justificar todas as nossas ações. Portanto, cuidado!

Observe que eu lhes convidei a uma reflexão. Se sondarmos as nossas intenções, estaremos em condições de evitar determinadas atitudes que poderiam ser danosas aos que nos cercam e até mesmo a nós, por tabela. Sabemos que a vida não é tão previsível assim (e não é para ser), porém um pouco mais de atenção não custa nada, e o nosso coração agradecerá.

Concluindo, quero lhe convidar a fazer a seguinte pergunta a respeito das coisas que você anda fazendo e das que você tem planejado: o que estou fazendo, é de coração? E mais: qual a intenção do que estou fazendo?

Um forte abraço e até a próxima se Deus disser que sim.