Vacina já!

Enfim uma boa notícia! Após tantos senões, negações e informações equivocadas, parece que o Estado brasileiro entendeu que a vacina não é uma questão ideológica, nem política, nem de esquerda ou direita. A vacina é a vitória da ciência e da tecnologia que em tempo recorde nos dá uma esperança em meio a pior crise sanitária mundial em cem anos.

Cerca de dois milhões já morreram no mundo pela COVID-19. Nos Estados Unidos esta semana um novo recorde diário de mortes, mais de 4500. No Brasil voltamos ao patamar de mortes de quatro meses atrás, e na perspectiva ainda dos efeitos das festas do final do ano, e da irresponsabilidade de muitos que se aventuraram em festas clandestinas como se fosse o último dia do planeta.

A vacina é a esperança de podermos projetar em alguns meses a saída da crise, desde que até lá os governantes e a população se comportem de forma responsável. Pois, ainda que comecemos a vacinação em dias, não teremos antes do segundo semestre alcançado a cobertura necessária para nos dar tranquilidade.

Os cuidados devem continuar. O uso de máscaras, do álcool gel, lavar sempre as mãos e manter uma distância segura serão indispensáveis nessa luta contra o coronavírus.

Fazer o alerta é necessário porque muita gente ainda teima em dar o péssimo exemplo de não se comportar respeitando principalmente o outro. O que está acontecendo nos hospitais seja nas enfermarias ou nas UTI’s não foi inventado pela imprensa e muito menos por uma conspiração intergaláctica e mundial como alguns divulgam em suas redes sociais.

O mundo vai cobrar. A história vai cobrar. A vida vai cobrar. Peço a Deus que nenhum desses mitômanos tenham que passar pela dor da perda de um ente querido. Isso se essas pessoas realmente têm algum sentimento altruísta.

No futuro o que ficará registrado será a marca do bom senso ou do non sense.  A responsabilidade ou a irresponsabilidade assassina. O amor ao próximo ou a total falta de amor ao outro a desvelar um comportamento psicopata.

Por isso, VACINA JÁ! Para todos e em todas as partes do país. Este será o único caminho para o retorno da economia, da vida de uma forma “mais ou menos” normal, com segurança e na expectativa das coisas se ajeitarem.

Governo e sociedade têm que cumprir cada um o seu papel. O comportamento de cada pessoa é importante para que possamos vencer esta guerra contra um inimigo invisível e muito poderoso, capaz de drenar as economias mundiais e espalhar sofrimento e dor.

Autor

José Anselmo de Oliveira

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