Vacinas e o inverno

A chegada da primeira onda de frio ainda no outono sinaliza que o inverno este ano será um verdadeiro desafio. Por isso a importância de alertar a todos sobre a importância das vacinas disponibilizadas nos postos de saúde para prevenção da gripe, da tuberculose, sarampo e outras doença típicas da estão que se aproxima – o inverno.

Uma grande preocupação dos médicos tem sido a redução do índice de cobertura da imunização contra a influenza (gripe), da tuberculose, sarampo, só para citar algumas. A tuberculose, por exemplo, já esteve banida do território brasileiro, mas de alguns anos para cá tem aumentado o número de casos, o que passou a ser uma grande preocupação da saúde coletiva.

Os casos de tuberculose têm se multiplicado em presídios e casas de custódia o que demonstra que a prevenção não está sendo corretamente feita. Da mesma forma o sarampo segue matando crianças e jovens, quando se pensava estarmos livres dessa doença tão antiga. Mais uma vez o que se observa é que houve uma queda na imunização das crianças.

Não se vem observando, por parte do governo federal, campanhas publicitárias para incentivar a vacinação em massa contra essas enfermidades. Ao contrário, tem surgido no mundo virtual pelas redes sociais verdadeiras campanhas contra as vacinas, em um retrocesso que já se avista em números de casos e de mortes.

Os chamados de antivacinas imitam a ignorância que não se limita territorialmente ao nosso país, mas em nome de uma “falsa liberdade” e de um chamado “conservadorismo” se alastra como uma praga que mata.

A sociedade brasileira não pode se deixar contaminar por esse tipo de comportamento que aponta para o passado e que causou a morte de milhares de pessoas e que causou conflitos armados como a “revolta da vacina” em 1904. Somente para lembrar, essa revolta ocorreu no Rio de Janeiro motivada pela obrigatoriedade da vacinação contra a varíola implantada por Oswaldo Cruz.

Por ocasião da “revolta da vacina” morreram cerca de 31 pessoas por conta do conflito e milhares da doença. Agora, usam as redes sociais para fomentar a desconfiança e distribuir informações falsas (fake news) usando até mesmo de forma distorcida declarações de profissionais de saúde.

Defender o direito à saúde, direito fundamental básico e essencial, sem o qual pode trazer séria ameaça à vida, é tarefa de todos, e muito mais dos agentes políticos e públicos. Uns formulando as políticas de estado para enfrentar esse problema.  A sociedade, por sua vez, deve cobrar de forma veemente que o Brasil não retorne ao atraso.

Vacinem-se e vacinem seus filhos. Isto é prova de cidadania.

Autor

José Anselmo de Oliveira

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