Valem ou não todos os esforços possíveis no combate à Covid?

Anderson Christian

christianjor@gmail.com

Um fato: nos discursos, todos os agentes públicos, especialmente aqueles eleitos pelo voto popular, garantem que todos os esforços na luta contra a Covid-19 são válidos. Outro fato: na hora de defender posições políticas ou corporativistas, o discurso anterior nem sempre é respeitado ao pé da letra. Ou seja: todo mundo é muito legalzinho na hora de falar sobre a luta contra a pandemia, mas nem sempre agem de forma concreta para que isso ocorra. Assim, vamos ao resultado da votação entre os deputados federais sergipanos em relação a flexibilização da compra de imunizantes contra a doença, que agora, por decisão da Câmara Federal, podem ser comprados por empresas que desejem vacinar seus funcionários – a decisão final será no Senado, mas a tendência é, sim, pela aprovação. Então ficou assim: votaram a favor do PL 948 de 2021, justamente o projeto que permite a aquisição da vacina pelas empresas privadas, os deputados Bosco Costa (PL); Fábio Henrique (PDT); Fábio Reis (MDB); Gustinho Ribeiro (Solidariedade); e Laércio Oliveira (PP). Do outro lado, votaram contra a autorização para a compra os deputados Fábio Mitidieri (PSD); João Daniel (PT); e Valdevan Noventa (PL). Antes que alguém parta para a crucificação pura e simples dos votantes contrários, frise-se que eles têm uma argumentação em comum até inteligível, a de que as vacinas adquiridas são do SUS e devem priorizar a vacinação da população em geral e não de um grupo restrito ou específico, que isso criaria uma espécie de apartheid em que o poder econômico definiria, em última análise, quem seria e quem não seria vacinado. Ok, vamos considerar que essa preocupação proceda. Ora bolas, bastava a esses mesmos deputados contrários apresentarem emendas ao PL 948 para coibir esse tipo de prática. Agora, votar contra a possibilidade de mais vacinas serem adquiridas, de mais pessoas serem vacinadas e, com isso, mais rapidamente imunizarmos a sociedade? Na verdade não há sustentação plausível para o voto contra. Venham de onde vierem, cheguem de que forma for ou através de quem for, o que importa, nesse momento, é que mais vacinas efetivamente cheguem e sejam aplicadas. Não tem essa de apartheid se mais e mais pessoas forem sendo vacinadas. Para cada pessoa vacinada através da empresa em que trabalha, menos uma pessoa precisará ser atendida via SUS e, com isso, uma outra pessoa, que não esteja trabalhando numa dessas empresas que adquirirem o imunizante poderá ser imunizada. Aí é uma questão matemática, né isso? Dessa forma, Bosco Costa, Fábio Henrique, Fábio Reis, Gustinho Ribeiro e Laércio Oliveira estão de parabéns, pois votaram conforme o discurso que pregam de que valem todos os esforços possíveis no combate à Covid-19. Já para Fábio Mitidieri, João Daniel e Valdevan Noventa fica aqui um gradíssimo “só lamento” pelo voto de cada um deles não condizer com o discurso. Simples assim!

Falando nele…

Bita, Lavandeira e Estiva serão as primeiras comunidades de Nossa Senhora do Socorro a receber obras de pavimentação em paralelepípedo pela emenda de R$ 10 milhões do deputado federal Fábio Henrique (PDT). A ordem de serviço foi assinada na tarde dessa quarta (07), no auditório da Codevasf, e as obras serão iniciadas nos próximos 15 dias. Essas foram as primeiras comunidades liberadas pela Prefeitura de Nossa Senhora do Socorro, com a cessão da Certidão de Uso e Ocupação do Solo.

Falando nele… 2

“Essas obras iniciais terão um investimento de mais de R$ 1 milhões, ainda temos quase R$ 9 milhões para obras em outras comunidades. A Bita, a Lavandeira e a Estiva são comunidades que nunca receberam pavimentação em paralelepípedo, mas chegaremos em todas as regiões do município”, detalhou o deputado Fábio Henrique.

Orçamento questionado

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu analisar a representação apresentada pelo Senador Alessandro Vieira (Cidadania – SE), contra as ilegalidades no Orçamento aprovado pelo Congresso no último dia 25 de março. A análise foi aceita em caráter preliminar, que ainda não inclui o mérito da ação. Alessandro comemorou a decisão afirmando que “corrigir os equívocos do Orçamento aprovado é essencial. Essencial para o presidente Bolsonaro, que se afasta do risco de impeachment por crime de responsabilidade, e principalmente essencial para o Brasil, que precisa ter um orçamento que seja factível, que possa ser executado, que respeite as despesas obrigatórias. Se for necessário nós vamos buscar, inclusive, recursos junto ao Supremo Tribunal Federal, no caso de sanção sem a correção dos erros”.

Orçamento questionado 2

A decisão foi encaminhada para a presidente do TCU, ministra Ana Arraes, que definirá o relator da matéria.  No documento, assinado por três técnicos da Corte, é sugerido que o relator seja o ministro Bruno Dantas, responsável por acompanhar questões orçamentarias e fiscais da pandemia.

FRASE

“Essencial para Bolsonaro, que se afasta do risco de impeachment por crime de responsabilidade”

Alessandro Vieira, senador

Sobre representação sua no TCU sobre orçamento

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Anderson Christian

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