Adema cobra da Fafen plano contra impactos ambientais

Da redação, AJN1

Fiscais da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) estiveram, na manhã desta quarta-feira (18), na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (Fafen) da Petrobras, situado no município de Laranjeiras, com o objetivo de apurar se os níveis de poluentes emitidos pela unidade estão dentro do permitido.

A Fafen foi notificada a entregar todos os relatórios referentes ao processo de hibernação da unidade até a primeira quinzena de agosto, antes do fechamento da unidade, previsto para acontecer em outubro deste ano. O estudo deve viabilizar a liberação ou não da licença de hibernação.

Na fiscalização de hoje, todos os setores da unidade foram analisados e nenhuma irregularidade foi encontrada. “Estamos empenhados em resolver toda essa problemática. Por conta disso, notificamos a unidade hoje para que, o mais rápido possível, nos encaminhe todos os relatórios referentes ao processo de hibernação. Nossa equipe técnica está pronta para se debruçar nesses documentos e, assim, averiguar se todas as condicionantes estão dentro da legalidade. Somente após esta análise, poderemos dizer se a unidade tem condições, de fato, de iniciar a hibernação”, disse diretor-presidente da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), Gilvan Dias.

Ainda segundo Gilvan Dias, o processo de hibernação vai interromper as atividades, mas não será algo permanente.

Fechamento

O governo de Sergipe foi informado do fechamento da Fafen no dia 19 de março, após telefonema do então presidente da Petrobras, Pedro Parente. A fábrica de Sergipe entrou em operação em 1982 e marcou um novo ciclo do desenvolvimento no estado, com a construção da adutora do Rio São Francisco, a ampliação da rede de energia elétrica, a revitalização da ferrovia que liga Sergipe à Bahia e ainda com a instalação do Terminal Portuário Ignácio Barbosa, em Barra dos Coqueiros, a 36 quilômetros de Aracaju.

Ocupando uma área de 1 Km², a fábrica produz amônia, ureia fertilizante, ureia pecuária, ureia industrial, ácido nítrico, hidrogênio e gás carbônico.

Desde 2014, a Fafen conta com uma planta de produção de sulfato de amônio com capacidade para produzir até 303 mil toneladas/ano, o que equivale a 80% da importação da região Nordeste em 2014. O sulfato de amônio contém nitrogênio na composição e também é excelente fonte de enxofre, muito utilizado no cultivo de milho, cana-de-açúcar e algodão.