Da redação, AJN1
Apesar das mobilizações na frente das garagens das empresas de ônibus, não foram registrados incidentes em Aracaju nas primeiras horas da greve geral que acontece nesta sexta-feira (14) em todo o país. Atendendo ao que foi determinado pelo Tribunal Regional do Trabalho, os manifestantes permitiram a saída do número de veículos correspondente aos 40% da cota definida na decisão judicial das empresas Atalaia, Progresso e Tropical.
Segundo informações do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Aracaju (Setransp), apenas 25% dos 40% da frota determinados pela justiça estão em operação. Isso ocorre em virtude do sistema ser integrado e os veículos da empresa Modelo ainda permanecerem na garagem.
No caso da empresa Modelo, os veículos ainda estão na garagem em virtude do impasse em relação ao quantitativo e a forma como serão liberados. Além disso, o comando de greve quer que a empresa libere os rodoviários que não irão estar em atividade no dia de hoje, o que não é aceito pela empresa. Equipes da Polícia Militar e da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) estão acompanhando a mobilização dos manifestantes que permanecem em frente ao portão de acesso a garagem da Modelo.
“Não é interessante para ninguém o uso da violência. O movimento tem trabalhadores dos dois lados”, disse o comandante do Policiamento Militar da Capital, coronel José Moura Neto, que negocia com os manifestantes a liberação dos veículos dentro do quantitativo definido pela justiça, que é de 40%.
Mobilização
Desde o final da noite de ontem (13), que manifestantes realizam vigílias em frente as garagens das empresas de ônibus. O movimento que vem sendo acompanhado pela PM e SMTT. Segundo o comandante do Batalhão de Polícia de Radiopatrulha (BPRp), coronel George Melo, nas primeiras horas de hoje, foram apreendidos pneus, madeira e combustíveis que possivelmente seriam utilizados em bloqueios de vias. Além disso, foram retidos um ônibus, duas motos e uma caminhonete que apresentavam irregularidades.
Nas empresas Progresso, Tropical e Atalaia a liberação dos ônibus aconteceu de forma gradativa, após uma negociação com os manifestantes, devido a divergências com relação ao quantitativo de veículos. Na empresa Modelo todos os veículos ainda permanecem na garagem.





