Ceacrim aponta queda de 43,8% nos casos de latrocínio em Sergipe

 

Dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), através da Coordenadoria de Estatística e Análise Criminal (Ceacrim), apontam que no primeiro semestre deste ano foram registrados 18 casos de latrocínio, o que representa uma redução de 43,8% em relação ao ano de 2016, quando ocorreram 32. No ano passado foram registrado 30 casos de latrocínio. A queda no número de registros é atribuída ao trabalho integrado das polícias Civil e Militar e as ações desenvolvidas de combate a criminalidade.

“Apresentamos uma redução, de modo geral, nos crimes violentos letais intencionais, que são os homicídios, latrocínios, e demais crimes violentos que geram morte. Em comparação ao ano de 2015, a redução foi de 11,7%. Já em relação ao ano de 2016, foi de 12,5% e em comparação ao ano passado, foi de 1,4%”, explicou a delegada geral da Polícia Civil em Sergipe, Katarina Feitoza. No que diz respeito aos homicídios culposos, aqueles onde há intenção de matar, a SSP identificou uma redução de 11,1% na comparação entre 2018 e 2015, e de 11,4% em relação a 2016 e 2018.

Katarina Feitoza ressaltou que os números positivos obtidos na segurança pública de Sergipe se devem a uma série de fatores e investimentos realizados pelo governo do Estado. “É uma batalha diária, mas nós estamos sempre trabalhando junto ao setor de Inteligência, nomeando novos servidores, que estão sendo lotados, em maioria, nas delegacias do interior e também nas áreas de inteligência. Além disso, estamos ampliando e reestruturando o DHPP, pois nossa prioridade é o combate ao homicídio e ao tráfico de drogas, e ele atua junto ao Denarc, e os frutos estão aparecendo”.

Pararelo ao trabalho investigativo desenvolvido pelas unidades da Polícia Civil, equipes da Polícia Militar desenvolvem ações ostensivas e preventivas, aumentando a percepção de segurança. O Grupamento Especial Tático de Motos (Getam) tem focado nas abordagens, coibindo os latrocínios no momento em que são feitos os patrulhamentos ostensivos.

Desde outubro de 2016, os roubos seguidos de morte passaram a ser investigados pela Delegacia de Roubos e Furtos (Derof), que atualmente compõe o Departamento de crimes contra o Patrimônio (Depatri), justamente por combaterem os crimes patrimoniais. “Nós damos prioridade absoluta aos latrocínios e esse foco de combate vem casado à política da SSP em gerar uma redução no índice no Estado. Acreditamos que o nosso saldo é bastante positivo”, destacou a delegada Juliana Alcoforado.

Outras ações

Como forma de reduzir os índices de criminalidade em Sergipe e de melhorar cada vez mais o serviço de Segurança Pública prestado à população, diversas outras ações vêm sido realizadas. Um exemplo é a reabertura de 11 delegacias plantonistas do interior, que estão facilitando a atuação policial nas regiões do estado.

A realização do concurso da Polícia Militar neste ano, que colocará em breve nas ruas, 300 novos soldados e 30 aspirantes, também acarretará em melhorias para a segurança. No âmbito da Polícia Civil, foi lançado, na última semana, o edital para preenchimento de dez vagas para o cargo de delegado substituto, além das convocações de concursos anteriores.

“Para o cargo de Escrivão, por exemplo, já realizamos todas as convocações, foram 105 pessoas convocadas. Já para o cargo de agente de Polícia Civil nós temos 96 pessoas a serem convocadas, devido ao remanejamento para o fim de lista. Sabemos do compromisso do governo em convocar todos e também de acompanhar de perto as ações da Segurança Pública”, acrescentou Katarina FEitoza. A convocação dos agentes será realizada em três etapas, a partir do próximo mês.

Além disso, até o mês de agosto, deverá entrar em funcionamento o Instituo de Análises e Pesquisas Forenses (IAFP), junto à nomeação de peritos criminais do último concurso realizado, que irá contribuir para as investigações policiais. “Dentro de, no máximo 15 dias, o instituto já estará funcionando, para que possamos melhorar essa questão da identificação de cadáveres, de exames enfim, que antes muitas vezes precisavam ser encaminhados para outros estados”, complementou a delegada geral.

*Com informações Secom